quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Carolina goes to work

Carol e as caixas
A volta ao trabalho sempre é um dos períodos mais tensos para a mãe e a criança.  Para a primeira, pela insegurança de deixar seu bebê nas mãos de estranhos, somado a uma carência descomunal que a gente nem sabia que existia.  Já para criança, é o sinônimo de independência, de pessoas novas, experiências e novidades.  Se for igual a minha Carolina, isso quer dizer: não tô nem aí que você voltou a trabalhar, quero mais é brincar.
A minha volta ao trabalho foi no mínimo tensa.  Apesar de toda a minha empolgação em encontrar os colegas e me sentir útil de novo, comecei em uma nova área com uma nova equipe, que precisou 100% da minha atenção.  Não da parte deles, diga-se de passagem, mas da minha em aprender e entender tudo que aconteceu nos últimos 5 meses, além de todos os novos conhecimentos necessários para o desafio que eu assumi.  Se eu pudesse escolher estar em qualquer empresa / cargo agora, juro a vocês que não trocaria o meu por nenhum outro, porém quando você coloca uma criança recém nascida neste mesmo contexto, a coisa começa a complicar e você começa a se questioner se realmente vai dar conta. Honestamente, o estilo de vida bat-mãe-executiva é, sem dúvidas, mais difícil do que eu pensava.
Com o surto de catapora na escolinha de Carolina, eu e meu marido tivemos que nos virar nos 30 para conseguir manter a neném em casa, longe dos coleguinhas cataporentos.  Isso resume-se a acordar de madrugada para ir trabalhar, conseguir sair a 16h da tarde para encontrar a neném, trabalhos home office, e quando não tiver outro jeito, BGW, ou seja Baby Goes to Work.  Sim meus amigos, levei Carolina comigo para o trabalho.  Juro que essa foi a última alternativa, apesar de todo mundo ficar doidinho para que isso acontecesse.
Pois bem, cheguei no trabalho cheia de tralha – carrinho, bebê conforto, brinquedos, sacolas e, claro, um bebê no colo.  Enquanto todo mundo vinha ver, carregar e brincar com Carol, eu fiquei 100% tensa com medo de algum diretor chegar e me dar um “pito”(gíria de meu marido) por ter um bebê na empresa. Em quase cinco anos nunca tinha ouvido falar de um neném passar a tarde no escritório e passei o tempo todo esperando alguém falar que era coisa de baiano. Eu até pensei em fazer um crachá para ela, para tentar amenizar a situação, mas não aceitaram.  Não entendi o porquê. J   Carolina está na fase de resmungar e emitir sons que só ela entende, e a cada gritinho ou som que ela fazia, eu corria e falava “shiii filha”, enquanto meus colegas riam e falavam “ai que bonitinho”.  Ou seja, moral zero.  Quando o diretor chegou no andar, minha filha estava circulando nos braços de sei lá quem, ou seja, já tinha tomado conta de todo o andar. E no momento que eu pensei que vinha o tal pito, veio foi o diretor com minha filha no colo, brincando e falando para todo mundo que ele sim sabia carregar um bebê (ele tem uma filhinha de 10 meses).  Para resumir, Carolina dominou a empresa no período que ficou por lá e se sentiu tão a vontade que fez seu cocô diário na minha mesa de trabalho.  Faz parte.
Apesar da ida de Carolina ter sido uma farra para todos que estavam na empresa, eu passei a tarde toda tensa, preocupada com ela e com os outros.  O medo dela chorar e atrapalhar alguém era tanto que eu não conseguia me concentrar direito no trabalho.  Ao mesmo tempo, eu não consegui dar muita atenção a ela, porque tinha tanta coisa para fazer, que acabava deixando-a no bebê conforto brincando com a própria mão.
mamãe chegou!!!
Com o passar dos dias, as coisas foram se arrumando e eu não precisei mais levar  Carolina ao trabalho, apesar dos pedidos dos colegas.  A insegurança diminuiu um pouquinho e a carência ficou mascarada pela empolgação do trabalho, porém a vida de bat-mãe-executiva não me deixa descansar um só minuto.  A mente ainda não entendeu que não é para se perder em fotos da neném durante o trabalho nem para checar o blackberry enquanto ela está ao meu lado…  O que eu posso afirmar é que, enquanto eu estou lidando com inúmeros sentimentos dúbios, minha filha descobriu o seu primeiro: a saudade. Toda vez que eu chego em casa, assim que ela me vê, abre um sorriso banguela tão grande que neste momento eu tenho certeza que eu sou a mulher mais sortuda desse mundo!!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Correndo da Catapora

Quando uma família decide se coloca ou não seu filho em uma escolinha, o que mais se leva em consideração são as famosas doenças infantis.  Assim que matricula, a mãe já pode comprar 50 vidros de Kwell para piolhos, 34 vidros de xarope expectorante e 24 caixinhas de Tylenol baby, só para garantir.  No meu caso, eu não cheguei a comprar toda essa quantidade de remédios por mais hipocondríaca que eu seja, mas já estava psicologicamente preparada para Carolzinha pegar sua primeira gripe graças aos coleguinhas amiguinhos catarrentos.
Catapora?! Prefiro a Julia...
As primeiras semanas na escolinha foram ótimas.  Sem modéstia nenhuma, minha filha encantou a todos por ser bem comportada, sorridente e tranquila.  Eu fiquei indo na escola todos os dias para amamentar e posso dizer que estava feliz em ve-la com os outros bebês.    Até o dia que recebi um comunicado que estava tendo surto de Catapora na escolinha.  Piolho, catarro e espirro eu estava preparada mas bolinhas que coçam no corpo todo é demais ne?!?!  Entrei em desespero: minha filha descobriu outro dia que tem duas mãos, como ela iria lidar com o coça-coça da catapora???  Ela é muito pequenininha!!!!  Sem contar que hipocondríaca que sou, eu já começei a imaginar o pior: minha filha tendo que ir ao hospital, e eu sem saber como chegar ao hospital, enfim.  Meu marido tentou me acalmar dizendo que eu estava surtando, mas não teve muito sucesso.  Após uma noite mal dormida sonhando com minha filha cheia de bolinhas e uma troca de SMS com meu pediatra (veja que considero ele meu pediatra, e não da minha filha), decidimos deixar a neném em casa até o surto passar.  Mas ai vem a dúvida: quando passa um surto de catapora?  Ligando na escolinha, descobri que todos os 5 infelizes que estavam doentes já tinham ido para a casa, mas como é que iriamos garantir que o virus ainda não estivesse dando um rolé pela escola?   De acordo com meu pediatra, o surto é na cidade de São Paulo, ou seja, qualquer criança pode estar com o virus e passar para outra sem nem saber.  Ai começou meu momento desespero número 2: o que fazer para proteger minha bebê?  Trancá-la em casa?  Até quando???? 
A verdade é que quando você vira mãe, você acha que tem que proteger sua filha de tudo e de todos.  Saber que existe uma possibilidade de sua filha ficar doente, ou sofrer, automaticamente nos dá o direito de tomar qualquer atitude para protégé-la.  Mas sera que devemos proteger nossos filhos de tudo realmente?  Neste caso, como eles vão ganhar aticorpos para os desafios que a vida com certeza vai apresentar?  Não me entendam mal, minh filha vai ficar de quarentena em casa até novembro (tenho um compromisso importantisso em Salvador em novembro e não vou correr o risco dela ficar doente até lá), mas por outro lado, não podemos deixar de viver usando a proteção como justificativa.  Na escola ela estava evoluindo muito, se desenvolvendo e principalmente, interagindo com outras pessoas.  Não vou abrir mão disso por medo que minha filha pegue piolho (se bem que piolho só daqui a alguns anos, porque ela é carequinha, carequinha).  Em um grupo de crianças você sempre vai ouvir uma tosse de alguém.  Mas também vai ouvir muita risada, histórias e brincadeiras.  É isso que importa.  Quero que minha filha cresca cercada de pessoas, mesmo que para isso, precise tomar um remédio de vez em quando.

sábado, 8 de outubro de 2011

Vovós

Esta semana, minha mãe e minha madrinha vieram nos visitar.  Na verdade, elas vieram acompanhando um grupo da empresa de minha mãe (minha tia veio de estagiária) e ficaram aqui 4 dias.  Para variar, foi um período regado de muita risada, conversa e compras!!!  Um parênteses para destacar a capacidade das duas de comprar.  A impressão que deu foi que as lojas desenvolveram produtos EXCLUSIVOS para elas, e que se não levassem seria uma afronta, para não dizer ofensa.  Acabei cedendo e as acompanhei por algumas horas, resultado: não é que as lojas desenvolveram coisas para mim também?? Realmente a Oscar Freire e o Pari são surreais.  Um, por sua beleza e qualidade, já a outra pela varidade e preço (me identifiquei bem mais com a Oscar Freire, mas meu bolso preferiu o Pari mil vezes). Para quem não conhece, o Pari é uma 25 de Março arrumadinha.  
O principal dessa visita não foram as compras (por incrível que pareça!!), e sim a convivência de todos nós nestes quatro dias (sem esquecer meu maridinho). Durante a estada das garotas aqui, Carolina se esbaldou.  Era colo o tempo todo, brincadeiras, músicas, tudo que ela tinha direito.  As avós não a deixava quieta um só minuto, e toda risadinha ou som que ela emitia era motivo para os ahhhhhs e ohhhhs.  Teve um dia que minha tia foi colocar Carolina para domir junto com ela na cama e ela ficou deitadinha, encostada no travesseiro e tudo, sem dar um pio, observando minha tia cantar…  No caso de minha mãe, acho que Carolina já reconhece a voz dela.  É só ela chegar dizendo "oi vovó!" que a neném abre um sorrisão banguela.  E para aqueles que acham que não, que é só reflexo da criança, afirmo que ela faz isso TODA vez que minha mãe fala, sem exceção.  O bacana é o ciuminho que rola entre as duas – minha mãe e minha tia.  Pela proximidade que eu tenho com minha tia, chamo ela de vó de Carolina também, afinal ela é minha segunda mãe.  Tinha horas que minha mãe ficava brincando “A avó sou eu, viu Carolina?!!? Essa aí é postiça!!!”  e minha dinda, só para sacanear dizia: “ela não sabe quem é quem…”  Vovó Aninha e Vovó Quequea, se eu deixar, vão estragar minha filha de tanta mimação.
Nesse tempo todo que elas ficaram aqui, eu fiquei pensando como seria a convivência de Carolina com a família no futuro.  Será que iremos conseguir uma convivência digna de família?  A única coisa que me vem na cabeça é quanto tempo ela vai ficar sem encontrar os tios, bisa, os avós, as irmãs… e que provavelmente vai crescer sem essa convivência diária. Será que ela vai estranhar no futuro?  Se for assim, vai estranhar todo mundo?? Ou será que ela vai achar que as irmãs moram no computador???  Hoje, a maioria dos meus amigos vivem como eu, afastados de seus familiares, e com certeza criarão seus filhos na ponte aérea como Carolina.  Por outro lado, Carolina está chegando em um mundo online, na qual tudo pode ser feito touchscreen. Como será a criação desta menina?  Será que eu consigo ser iMãe?
Vovó Quequea, Carol e Vovó Aninha
O que minha filha ganha ou perde nesta história?  Sem dúvida o convívio com a familia é essencial e ajuda inclusive a moldar a pessoa que ela será um dia. Mas na loucura desse mundão, vamos ter que encontrar soluções para driblar essa distância, agregando para ela o melhor dos dois mundos.  Eu, por exemplo, faço um videozinho todo dia das peripércias do bebê e mando para os familiares.  Assim, espero que eles consigam acompanhar um pouquinho o desenvolvimento da minha pequena.
Agora já a saudade, só a Gol, TAM e Avianca ajudam. No ultimo dia de minha mãe e minha dinda aqui, levamos Carolina para a creche antes delas irem ao aeroporto.  Na hora da saída, foi um chororô só…. Cheguei lá toda feliz apresentando minha mãe e minha tia a todo mundo da creche, para depois as duas ficarem parecendo as criancinhas da escola, chorando de se acabar.  Como dizia meu pai, minha mãe chora quando alguém vai para Feira de Santana, quanto mais sabendo que ia ficar um mês sem ver Carol.   Mas família, é isso.  Aceitar as diferenças (eu não choraria se alguém fosse para Feira de Santana), as semelhanças (mas com certeza ainda vou chorar muito na escolinha) e procurar soluções para ficarmos juntos, sempre.

sábado, 1 de outubro de 2011

And Carolina goes to school...

E finalmente chegou o tão esperado dia: primeiro dia da minha filhota na escolinha.  Antes que perguntem o porque de minha filha ir para a escola antes do meu inicio no trabalho, explico:  A pedagoga da escolinha sugeriu que fizessemos um periodo de adaptação de mãe & filha, para que, quando eu voltasse a trabalhar, as duas já estivessem acostumadas com essa nova realidade.  Reforço que foi sugestão da pedagoga e não minha, então nada de achar que eu quero me livrar da criança, ok!?   Não vou negar que eu estava um pouco na expectativa para que esse dia chegasse logo. Acho que era uma mistura de medo e curiosidade para saber como eu ia me sentir e como minha filha ia se comportar.  Na verdade, a ida para a escola já é o ponta pé inicial para a retomada da minha vidinha antiga (dada as suas devidas proporções), então de certo modo, isso me dá uma animação. 
Pois bem, lá fomos nós para escola.  O legal é que a escolinha é na esquina da minha casa, o que me permite ir a escola amamentar Carolina a cada três horas, mantendo a rotina de alimentação da pequena.  Neste periodo de adaptação, Carolina vai ficar na escola a prestações, ou seja, no primeiro dia ficou só uma horinha, no segundo duas, e assim por diante….
Ao chegarmos na escola, fomos recepcionados pela pedagoga, que muito gentilmente me explicou mais uma vez todo o processo de adaptação, para me deixar o mais tranquila possivel.  Confesso que cheguei super tranquila, sem maiores preocupações e apreensões, até o momento que a tia do berçario pegou minha filha no colo e saiu pelo corredor (ela vez isso super carinhosamente, mas aos olhos de uma mãe parecia o demônio) Nossa Senhora… qualquer depoimento que você escute sobre este momento é pinto, comparado com a sensação de ver sua filha sendo levada por uma desconhecida, assim, na sua frente.  Meu coração apertou tanto, mais tanto, que suspeito que metade da minha energia foi embora ali, já que a noite eu estava acabada de não fazer nenhum esforço.   Passado esse momento inicial, segui minha filhota até o berçario em si, para ver como ela ia se comportar, e posso dizer que ai sim,  meu coração  se acalmou um pouco.  Acalmou porque logo vi a tia brincando com Carolzinha no solarium (uma varanda a céu aberto, cheia de brinquedo colorido que minha filha já começou a analisar com seus grandes olhos azuis), e vários outros bebezinhos, do tamanho dela, felizes da vida descobrindo alguns chocalhos. 
Se eu me acalmei quando vi Carolina brincando no berçario, a própria estava a mil por hora.  Olhava tudo, pegava tudo, parecia que estava analisando todos os detalhes para que no minuto que começasse a andar, já soubesse aonde iria pegar o que.  Ficou no berçário com a tia sem nenhum problema e parecia que estava em casa (muito dada essa criança).  Basta dizer que na hora de pegá-la, tive que esperar mais de 30 minutos, porque a pequena tinha dormido tranquilamente…
Após esta semana de adaptação, posso afirmar uma coisa: eu e meu marido fizemos a escolha certa:  A tia (o nome dela é Nadjla, diga-se de passagem) fica com a minha filha o tempo todo, brincando, estimulando, colocando para dormir, enfim, dá uma atenção única e exclusiva para ela, muito mais do que eu conseguiria dar no dia a dia daqui de casa  O único problema agora sou eu, que fico que nem uma barata tonta sozinha em casa. Apesar de ter uma porrada de coisa para fazer, ainda não consegui me organizar com tanto tempo livre! Acho que vou mandar meu currículo para a escolinha.  Quem sabe não abre uma vaga no berçário?

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Maria Preguiça


Eu já ouvi inúmeras pessoas me dizerem que só iam dormir quando morressem.  Que a vida era muito preciosa para que a perdessemos dormindo.  Sempre discordei.  De forma sutil, sempre achei idiotisse dizer que não precisávamos dormir… Além do corpo precisar descansar (a natureza quem disse isso, não eu), dormir quando se está com sono é uma das sensações mais gostosas que tem.  Se eu já tinha este sentimento antes de virar mãe, agora que minhas horas de sono estão regradas, dormir se tornou um privilégio.  Não estou falando em dormir algumas horas, e sim, dormir sem nenhuma preocupação com horários, fraldas, choros ou qualquer outra coisa que interrompa aquela relação íntima entre você e os travesseiros.
De novo a natureza é sábia e minha filha, aos 4 meses, já deu indícios que puxou a mim.  Meu marido sempre dormiu pouco e nunca se preocupou com isso.  As vezes, ficavamos o dia em casa, sem nenhum compromisso e mesmo assim ele acordava cedo. Acordar cedo para ficar sem fazer nada, na minha concepção é quase um crime. 
Nos primeiros dias de Carolina eu li o mapa astral dela e lá já dizia que ela seria boa de cama; e não deu outra.  Desde que nasceu ela já dormia direitinho, suas três horinhas inicialmente e depois foi conquistando mais tempo.  Hoje em dia, após uma boa última mamada, ela já dorme até 7h seguidas, conseguindo ficar mais de 8h sem mamar.  Sim, porque existe uma diferença entre a quantidade de horas dormidas com o tempo que a criança fica sem mamar.  Se ela mamar as 10h, mas só conseguir dormir meia noite, você infelizmente já perdeu duas horas de sono.. a contagem é pelas mamadas, querida.  Imagine você, então, o meu desespero nos primeiros dias para colocar essa menina para dormir depois do peito.  Cada minuto que ela ficava acordada me deixava doida, porque significava que eu ia ter menos tempo para dormir. No meu caso, que PRECISO dormir para ser feliz, isso significava um mau humor do tamanho de São Paulo.  Ninguém se safava….só a pequena, que não entendia nada mesmo. Tenho certeza que meu marido tinha vontade de me trancar  em um quartinho, igual a bicho.
Mas agora tudo mudou, graças a Deus e ao NAN. Além do leite materno, introduzi 30ml de leite em pó na última mamada da minha pequena, e agora consigo até ver televisão antes de dormir, sem culpa.  E ela não só dorme bem, como está pegando no sono rápido (pode ter a ver com a mudança da trilha sonora que venho cantando ultimamente)!   Na noite em si, eu ainda não consigo dormir a mesma quantidade de tempo que a neném, porque ainda acordo no meio da noite para confirmar que está tudo bem (já descobri que preocupação de mãe não muda com leite em pó), mas o bacana é que  minha filha dorme bem a noite E pela manhã também, o que me permite  descansar bem.  Hoje mesmo, ela dormiu 7h seguidas, acordou, mamou, brincamos um pouquinho e ela dormiu mais 5h.  Antes que perguntem, o medico disse que isso é normal, e que eu não devo acordá-la.  Uhuuuuuuuu.  Só me resta dormir de novo! 
Minha meta agora é que ela durma 8h seguidas, começando umas 22h, para já entrarmos no ritmo de quando eu voltar ao trabalho.   O pediatra já até me ensinou alguns macetes para facilitar, que eu conto depois.  Tudo bem que eu vou ter que parar com a paranoia de acordar de madrugada para checar na respiração da pequena, afinal, quero continuar indo a academia, e o único horário que vou ter é de manhã cedinho….
PS:  agora são 14h45 e a neném já está tirando o cochilo da tarde.  Eeee vida boa.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Continua Lindo...


Garota Carioca
O Rio de Janeiro realmente é o Rio de Janeiro.  Por mais que algumas pessoas queiram citar inúmeros defeitos da cidade (eu, inclusive!), toda vez que volto de lá, tenho a mesma sensação: ele continua lindo!  Esta viagem especificamente foi especial: foi a primeira vez de Carolina na cidade maravilhosa.  
Tudo começou com minha cunhada Xuxu, fazendo chantagem emocional para que eu passasse o aniversário de meu irmão no Rio, pois ele estava meio borocoxô de não ter ido a Salvador.  Decidimos então em fazer uma surpresa para ele, aproveitando que ele estava atolado de trabalho e nem desconfiava que a gente estava se falando.  Após horas de telefonemas e mensagens secretas via FaceBook, finalmente chegamos no Rio de mala, cuia, carrinho, bebê conforto, banheira inflável em formato de Pato e ah, sim, um neném de 4 meses.  Me senti a retirante mor, juro.  Basta falar que quase não conseguimos colocar tudo no carro. Xuxu deu a idéia de irmos no trabalho de meu irmão logo em seguida do aeroporto, para que ele já visse que a gente tinha chegado e não tivesse um troço ao chegar em casa e encontrar a luz acesa e gente andando.  A desculpa que ela deu foi que tinha esquecido a chave de casa e ele precisava emprestar a chave dele.  O bobão desceu puto da vida com a mulher (homem é realmente tudo igual) e só se deu conta de que a gente estava no carro quando abriu a porta deu de cara com Carolina (mesmo com um carrinho e inúmeras malas no banco da frente).  O bichinho começou a tremer e ficou todo nervoso, tadinho.  Neste momento, já tinha certeza que a viagem tinha valido a pena.  
Finalizadas as surpresas, o final de semana foi maravilhoso.  Carolina curtiu o colo dos dindos, titios e das irmãs como nunca. Alias, é muito bom eventos de familia assim, porque todo mundo quer dar colo para a nénem, e até chegar a vez dos pais, demoooora…. Meus bracinhos magros agradecem.
Fizemos de tudo no final de semena: passeios em feirinha (com direito a compras) farras em casa, farra na casa dos vizinhos (maravilhosos vizinhos diga-se de passagem:  basta pontuar que vizinho Antonio, toda vez que visita meu irmão leva comida ou uma caixa de ferramenta para consertar alguma coisa.  Quando eu estava lá, ele levou bacalhau ao forno com batatas e consertou a tampa da privada que estava quebrada), chopp nos bares cariocas (AMO!!! E sim, tomei meu primeiro choppinho seguindo a orientação de minha amiga Nanna Pretto.  Foi tudo bem…) e fechamos com chave de ouro com um jantar m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o de aniversário para meu irmão.
Carolina parecia que estava em casa.  Alias, foi a primeira vez que me hospedei na casa de meu irmão e amei de paixão.  Primeiro porque é engraçado pensar que meu irmão caçula agora tem mulher e uma casa só dele, e segundo, porque eles me deixaram tão confortáveis, que eu realmente me senti em casa.  Até os escândalos noturnos de Carolina eram compartihados por todos (sim, porque quando esta criança está com fome ou sono, ninguém segura.  Parece a mãe).  É verdade que na primeira noite que Carolzinha chorou horrores meu irmão ficou doido e a primeira frase dele para Xuxu foi: Rapaz, não estou preparado para ser pai não… faz o que quando a criança chora assim?!!?!?  Ha – ha – ha.  Já Xuxu, tirou de letra.  No final da viagem já estava dando leite na mamadeira, trocando fralda e colocando para dormir.  O mais engraçado é que ela é loira, branquinha e de olhos verdes, ou seja, Carolina parece ser mais filha dela do que minha!  Só de sacanagem, falei que quando Carolina crescesse, ia comprar um uniforme de babá para ela me acompanhar ao baixo Bebê, junto com os globais.
Acho que foi a primeira vez que me vi morando no Rio.   Tinha esquecido de como era bom ter as duas famílias ao redor, e principalmente, como foi bom para minha filha, ficar cercada não só pela minha família, como pela do pai também.  O convívio com as irmãs, os tios vai ser cada vez mais importante no dia a dia da minha pequena.
Quem sabe um dia?!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Nana Neném...


Minha Carol Simpson que daqui a pouco vai
cantar comigo!
Cantiga de roda é uma onda mesmo.  Logo que Carolina nasceu, uma amiga minha me deu de presente um CD de cantigas de roda personalizadas, ou seja, eles incluiam o nome de Carolina no meio das músicas, do tipo “… se essa rua fosse minha, eu mandava ladrilhar com pedrinhas de brilhantes só para ver Carol passar”.  Logo que comecei a ouvir achei lindo ver o nome da minha filha assim, até chegar na parte da Canoa que vira.  Quando começou a dizer que minha filha tinha sido a culpada por deixar a porcaria da canoa virar, e que só se eu fosse um peixinho eu tiraria minha filha do mar, me retei.  Como assim minha filha ia ficar no fundo do mar só porque eu não era um peixinho????  Por mais que a gente esteja super acostumada com a música, fica bizarro ouvir o nome da sua filha no fundo do mar.   Fora isso, o CD é muito legal.  Tem várias músicas das antigas, que eu não ouvia a um tempão e que me trouxeram várias recordações.
Como sempre gostei de música, uma das coisas que não podia deixar de ter no quartinho de Carol era um som.  Assim que ganhamos, tratei de comprar alguns CDs for babies (beatles, ganhamos Chico Buarque) e as irmãs de Carol deram a ela vários Cds de música clássica, de ninar, entre outros.  Um em particular me faz rir todas as vezes que coloco: é um Sing Along das clássicas cantigas de roda, ou seja, só instrumental, para você cantar em cima.  Tudo caminha bem até metade das músicas, quando eu descubro que não lembro mais de p. nenhuma.  Por exemplo, cai cai balão aqui na minha mão, não cai não… CAI AONDE??? Não consigo lembrar aonde cai o balão. Só sei que tem que rimar com ÃO, então canto cai na rua do sabão e vamo que vamo; Carol não vai saber mesmo.   Igual a essas tem várias.  O tal do sapo cururu, eu só consigo lembrar da versão pornográfica, porque fui aprender outro dia que existia uma tal de mulher do sapo fazendo alguma coisa para o casamento.
Música é uma das coisas que eu mais gosto. Para mim, tudo fica melhor com um fundo musical, e consequentemente, minha filha vai crescer neste ambiente.  Para compensar minha deficiência nas cantigas de roda, acabo cantando para ela músicas atuais e clássicas para mim, como Raul Seixas.  Minha vó outro dia ficou horrorizada quando me viu cantar Maluco Beleza, mas eu me sentia o máximo, porque sabia a letra toda!!!!  Sem contar que as cantigas são curtinhas, então ou você sabe várias, ou precisa ficar repetindo umas 5 vezes a mesma música.  Já as músicas normais não….  Por isso, eu estipulo normalmente um tema para a noite, tipo, hoje vou cantar Legião, aí canto só música da Legião Urbana (ela normalmente dorme no meio de Faroeste Cabloco ou Eduardo e Mônica), outro dia Raul, Nando Reis, etc.  Teve um dia que cantei até o hino nacional.  Mas cai na mesma armadilha de não saber o final.  A segunda parte é f. e inventar deve ser crime né?!
Se eu não levo jeito para as músicas de ninar, cada vez mais existem produtos que me ajudam.  Neste momento estou no meu quarto com a rádio NET ligada na estação KIDs, e estou maravilhada com a quantidade de músicas bacanas que passam, cantadas por artistas renomados como Elba Ramalho, Simone, Lucinha Lins e até a chata da Maria Rita.   No Iphone, tem vários aplicativos da Galinha Pintadinha que são muito legais, que Carol JÁ fica quietinha olhando….  Esse mundo de bebê / criança me encanta muito.  Adoro essas coisas infantis, hellokitty, cuticuti. Podem me chamar de infantilóide, mas não ligo.  Ainda bem que minha primeira filha foi menina….