domingo, 14 de agosto de 2011

Reboleishon

PC: Reboleishon = Balanço Baiano para os leigos.

Nesta sagrada colina...
Nosso curto período de férias em Salvador acabou…  ao total foram 340 colos, 500 indicações do que eu devia ou não fazer com minha filha (algumas nem sempre bem aceitas), 5 almoços  / jantares em restaurantes fantásticos da cidade, e muito muito calor baiano de todos os amigos e parentes que fizeram questão de nos ver, para dar aquele abraço.
Foi um ótimo período mas eu, ao contrário de minha filha que estava AMANDO os inúmeros colos e mimos que recebia, já estava louca para voltar pra casa.  Sem desmerecer a casa de mainha, estava com saudade das minhas coisas, minha cama, meu espaço …  Descobri que estou ficando velha e paranóica; fazer o que se a idade chega para todos?!  Mas antes de sucumbir aos caprichos da velhice, tinha algumas coisas que eu precisava fazer na Bahia, para fechar nossa estada com chave de ouro. 
A primeira, é óbvio, foi um pitstop na Ceasinha, para abastecer meu estoque de farinha, beijus, sequilhos e cocadas.  Baiano que vai a Bahia e não volta com uma sacola cheia de comida não é baiano.  Foi uma pena que não consegui comprar minha carne de sol, mas minha mãe vai tentar mandar por uma amiga (parece contrabando, né?!). 
A segunda coisa era finalmente ir no Bonfim, benzer minha filha.  Lá na Bahia, temos o costume de quando compramos algo novo (como um carro por exemplo), levamos ao Bonfim para benzer, ou seja, para ter uma proteção extra.  Não foi um carro novo, mas um bebê novo, então vale a mesma regra.  Lá fui eu, minha mãe, minha vó e minha amiga Thais para o outro lado da cidade, benzer a pequena.  Ela, para variar, nem tchum para nada.  Dormiu no caminho e só acordou com o sol no rosto ao sair do carro.  Ao chegar na igreja, ficou admirando o altar, não por ser o altar em si, mas pelas bandeiras coloridas que estavam na decoração.  Sem problemas, dei um banhozinho na testa com água benta, falei um pouquinho com o Sr. do Bonfim, e tava feito: minha bebê estava protegida como  uma boa baiana (quem neste exato momento estiver pensando “mas ela não é paulista?!” pode tirar o cavalinho da chuva.  Carolina vai crescer como boa baiana e carioca, falando oxente e caraca, e se eu conseguir, NUNCA vai falar MEU, PORRRTA, etc).  Para completar o ritual, saimos de lá para a Sorveteria da Ribeira, para tomar um bom sorvete de coco verde.  Nessas horas, é uma pena a neném só tomar leite materno.  Ela ia adorar o sorvete… mas voltaremos depois e tenho certeza que vou me arrepender, quando ela começar a fazer bagunça.
Feito isso, estava pronta para voltar para casa.  Não vou negar que quando as pessoas começaram a se tocar que eu ia embora e ficavam tristes, meu coração começou a ficar apertado. É uma judiação tirar uma bebê tão pequenininha e amada do dia a dia deles, mas c’est la vie.  Vamos todos aprender a lidar com a mudança.
Quem pareceu não sentir foi a pequena.  Fez um vôo de volta perfeito, só acordando quando chegou em casa, e aqui em SP passou a dormir como uma pedra a noite (chegou a 7h seguidas!!).  O mapa astral dela já diz que ela adora a segurança de sua casa e suas coisas, então por incrível que possa parecer, acho que ela sentiu isso quando chegou..
Carolina e o sorvete de côco verde
Como não podia deixar de ser, ela já está toda entupida, graças a boa qualidade do ar de SP e a mudança de temperatura, mas nada que uma boa nebulização e uma porrada de soro fisiológico não resolva!
No mais, estou feliz de estar em casa, como já disse.  Para comemorar, aproveitamos que as filhas e o pai de meu marido estavam aqui para o dia dos pais, e fizemos um churrasco aqui no quintal.  E churrasco sem amigos queridos não é churrasco, então, já matamos a saudade dos amigos daqui de SP (amigos que já são família na verdade…).  Ainda falta encontrar muita gente, então galerinha de Sampa, estamos na área e morrendo de saudades!!!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Saravá!

Colé Pai, beleza?! 

Já faz um tempão que eu venho pensando em como seria essa data para mim e o que eu ia sentir.  Alguns foram a missa de manhã mas como não é muito a minha cara (muito menos a sua) decidi que eu ia te contar um pouquinho do que aconteceu neste ano, para ver se a saudade diminui.
Foi um ano intenso, se assim posso dizer.  Dilma acabou ganhando as eleições no segundo turno (o POVO no poder!!!!) e seu Bahia FINALMENTE subiu para a primeira divisão.  Tenho certeza que você ia fazer uma cara blazé, fingindo não se importar com este feito, mas no fundo estaria radiante.  Mais radiante ainda porque o Vitorinha desceu para a segundona.  Pois é, de acordo com um amigo meu, aqui na Bahia a gente faz festa pelo nosso time e pela derrota do adversário.  Guio ficou doido, não preciso nem dizer.  Ligou para todos os vitorinhas existentes no universo e encheu o saco deles  até não poder mais. 

Carolina e Vovô Pi
Falando em Guio, ele se casa em Novembro.  Desde o ano passado Paulinha já está morando com ele no Rio, e finalmente este ano decidiram oficializar.  Vai ser uma festa bacana em Interlagos, lá na casa de Tio Tinô.  Estamos correndo com os preparativos!
E já que o assunto é casamento, Dudu finalmente desencalhou Flavinha.  He – He – He.  Eles se casaram em Março deste ano (no final de semana do seu aniversário) mas não haviam oficializado legalmente (tentativa de Dudu de enrolar a moça até o final), só que Flavinha não é besta e conseguiu o papel neste final de semana, com direito a uma comemoração no Restaurante Amado (seu sobrinho está muito metido!) com a família.  O mais legal é que eles estão grávidos de Beatriz!!! Sim, seu sobrinho vai ser papai!! Eu fico cada dia mais impressionada como Dudu parece com você tanto fisicamente como no jeito de falar.  Ainda bem, porque assim ameniza a saudade!! 
Minha mãe está bem também…. Retomou a vida dela aos pouquinhos mas agora está se sentindo feliz de novo.  Já voltou a viajar como ela gosta e vai passar um mês viajando com tia Cal e os amigos.  Metidérrima.
Quanto a mim, tenho a maior novidade de todas.  Você virou vovô!  Minha filhota nasceu no dia 18 de Maio deste ano e se chama Carolina.  De acordo com minha mãe, você a chamaria de Caroline, porque era assim que você chamava todas as Carolinas que você conhecia.  Ela é uma fofa e herdou os olhos azuis de meu avô Alceu. Que herança você deixou hein?!  Estou me sentindo o máximo.  Está todo mundo babando, inclusive seus amigos… tenho certeza que você aqui ia tentar dar uma de rebelde mas ia acabar cedendo aos encantos da minha pequena.  Acho que até agora, a gravidez foi o maior momento que você fez falta.  Não só para acompanhar e participar de todo o processo, mas porque muitas vezes eu com as minhas maluquices, queria ouvir você dizer “deixe de idiotice Mariana” para me tranquilizar (vai entender estes seus métodos malucos… mas funcionava sempre).  Mas não se preocupe porque não foi nada demais, minha gravidez acabou sendo muito tranquila. Decidi ter neném em São Paulo com Miucha e Renato (marido dela) apesar dos inúmeros pedidos dos seus colegas para fazer o parto, e foi tudo maravilhoso.  Carolina nasceu miúda e a cara do pai (sim meu marido é fornecedor!!!!!!!).
Estou passando uns dias em Salvador para apresentar Carolina à sociedade baiana.  Quase todo mundo já veio aqui, e o baixo astral do meu tio Tinô já está chamando minha filha de Piniquinha.  Ninguém merece.  Você precisa ver como ele está babão.  Daquele tamanho todo, segurando minha filha de 53cm…. ela quase some perto dele!!! 
Bem, no mais, as coisas estão indo na mais pura paz.  Uns dias melhores, outros nem tanto, mas como diz nosso querido Chico “a gente vai levando”.
Espero que você esteja bem.  Não passo um dia se quer sem pensar em você.  Às vezes a saudade é tanta que dói!

Dê um beijo em Tia Fá e Tia Lise por mim.

Saudações Tricolores!

Maloquitaquitaquitaquita

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Escapadinha

Dei minha primeira escapadinha esta semana.  Foi muito desproposital, uma oportunidade que surgiu de encontrar um cara que eu gostava muito, achando eu que ele era bacana….  He – he – he.  Calma minha gente, vou esclarecer:  a convite de minha prima, fui assistir a um show de Carlinhos Brown e deixei minha filha com a avó pela primeira vez.    Na verdade, eu estava me preparando para este momento quando meu marido chegasse (tinhamos programado assistir ao filme de Harry Potter), mas minha prima me ligou no meio da tarde me chamando para um evento com o show gratuito de Carlinhos Brown no TCA, aí resolvi aceitar.   Na consulta do segundo mês da minha filha, o pediatra havia me dito que eu deveria ser a primeira pessoa a dar a mamadeira a minha filha, para que ela se sentisse segura comigo e não estranhasse a mamadeira.  Pois bem, apesar da correria, consegui testar minha filha já na mamada seguinte.  Dei só a quantidade de um peito e fiquei em estado de choque ao ver quao rápido ela sugou o leite.  Gente, eu sei que na mamadeira é mais fácil, mas eu nunca imaginei que ela fosse fazer isso em segundos (literalmente)!!!

Pronto, com a mamadeira aprovada, lá fui eu para o evento com minha prima e o marido dela, feliz da vida, deixando minha filha com o trio: minha mãe, minha dinda e minha vó.  Foi a primeira vez que me arrumei com maquiagem e tudo (o evento era esporte fino…), então, estava super empolgada!!!  Não vou entrar no mérito do evento em si porque isso daria um post único, seguido de juras de morte  da sociedade baiana, mas só basta dizer que eu senti vergonha alheia do inicio ao final do evento.  Fora o fato que cheguei lá morrendo de fome (o evento começava 7h30) e fui crente que ia me acabar nos salgadinhos chiques (esporte fino, afinal de contas!!!), e acabei foi com uma coxinha no café do teatro por R$ 2,50. 
Quando Carlinhos Brown entrou no palco, minha expectative era que ele cantasse por 4h, para compensar o mico do evento anterior.  Se tem duas coisas que ninguém discorda sobre Carlinhos Brown é que: 1o Ele é um gênio da música;  2o Ele é completamente dodoi.  Eu tenho certeza que ele estava fazendo o show para ele mesmo, falando coisas sem nexo na maioria do tempo e cantando mais AEEEEOOOOOOs e UUUEEEEEEs do que qualquer coisa.  Mas valeu a pena, afinal, quando ele cantava alguma música conhecida, ele simplesmente dava um show.  Entre um timbau e outro, resolvi checar na minha pequena que eu havia deixado com o trio parada dura . Perguntei se ela já havia comido, e eis a resposta de minha mãe:  “já, mas ainda está com fome e está comendo a chupeta”.  Como assim ainda está com fome?  Eu havia deixado 100ml de leite conforme orientação do médico e ainda ouvindo ele dizer que era de garantia, que ela provavelmente não consumiria todo, e escuto minha mãe dizer que ela ainda está com fome???  Passei o resto do show  mais o caminho de casa pensando no monstrinho que eu estava criando e morrendo de culpa por não ter deixado mais leite para minha filha (apesar de minha mãe ter me dito que ela estava dormindo, e criança com fome não dorme, não é mesmo?!).  Quando eu cheguei em casa, fui logo dando peito para minha filha morta fome e ai entendi o problema.  O trio (minha vó faz questão de frizar que não teve nada a ver com isso..) não conseguiu montar a mamadeira direito, e na hora de alimentar minha filha, metade do leite vazou….. ou seja, a bichinha não era monstro e sim não havia consumido todo o leite que eu deixei. (elas culpam o modelo Americano da mamadeira que é diferente das daqui.. como eu ia saber?!?!!?)  Bem, no final, ela nem estava com tanta fome assim.  Eu cheguei e ela estava dormindo quietinha, e eu precisei de um esforço extra para acordá-la e dar de mamar .

Enfim, foi tudo ótimo.  Apesar de ficar com um aperto no coração, me senti feliz em poder sair e me divertir um pouco sozinha.  Agora que o maridão chegou, já tenho vários planos em mente…..

terça-feira, 26 de julho de 2011

O que é que a Bahia tem?

BMMP!!!!
Tem calor;   tem sol; tem umidade;  tem comida gostosa mas muito temperada para quem amamenta;  tem dias maravilhosos;  tem dias que nem tanto; tem beiju;  tem BA TV com gente desaparecida; tem farofa de ovo;  tem Itapoan FM com os novos hits do verão; tem engarrafamento no meio do dia;  tem vó, tem bisa, tem primo, tem prima, tem tio, tem tia;  tem amigos e amigas;  tem cerveja, ou melhor, uma vontade incontrolável de cerveja;  tem o Baêa.
Toda vez que eu volto a Bahia me dá uma sensação de novidade.  Parece que eu nunca vivi aqui 29 anos da minha vida. Não sei se é a quantidade de programação que não me deixa ficar de perna para ar ou simplesmente a paixão por todos os detalhes desta cidade que me deixam radiante...  Desde que chegamos, cada dia temos uma programação diferente.  Logo no primeiro final de semana, minha mãe organizou um cozido aqui em casa para uma parte dos amigos, para apresentarmos formalmente minha filha à sociedade baiana.  Como diz minha prima, vou precisar distribuir senha para o povo para conseguir chamar todo mundo.  Vieram aproximadamente umas 20 pessoas, dentro de uma sala de apto.  Mas foi uma delicia...  Tinha familia, amigos, primo pequeno, primo grande, uma farra só... todo mundo encantado com a minha pequena.  O mais legal de apresentar a neném para a MINHA família, é  ouvir pelo menos UMA VEZ: “ela parece com você!!” Que felicidade!! Tudo bem que eu sei que minha filha é a cara do pai, e juro que não me incomodo com isso (até porque ela é linda!!), mas é tão bom ouvir que ela parece comigo!  Nem que seja no branco do olho, como diz meu primo!!  A gente carrega 9 meses uma criança, passa por uma cirurgia para ouvir que é a cara do pai....  só do pai.  O bacana é que minha filhota saiu branquinha de olho azul, parecendo uma gringa. Se não fosse a cara do pai, eu ia começar a ouvir as piadinhas do vizinho A, vizinho B....
No domingo seguinte, como boa baiana, fui assistir ao jogo do Baea.  Baiano que é baiano fala Baea e não Bahia.  É impressionante como todo jogo vira um evento aqui em Salvador.  Mesmo que seja para assistir pela televisão, todo mundo se programa.  Isso eu só vejo aqui.  Pois bem, levei minha filha, vestida a carater, para assistir ao jogo em um barzinho perto de casa.  É obvio que a geração antiga caiu matando em cima de mim por eu levar minha filha a um bar (teve até tio ligando 11 da noite, para dar queixa de mim a minha mãe), mas não dei conversa.  A filha é minha e eu levo para onde eu quiser e achar que devo.  Eu não sou maluca, então é obvio que analisei o bar antes e vi que não ia ter problema (o bar era aberto, e estava super tranquilo).  Ela ficou amarradona comigo e minhas amigas, dormindo, acordando, mamando (eu to craque em dar de mamar em público, completamente sem vergonha) e fazendo cocô.  Tive que trocá-la em cima da mesa, sob o olhar de curiosos, mas no biggy.  O Baea não ajudou, e acabou no zero a zero.  O importante é que mesmo pequenininha, minha filha já está entrando no ritmo baiano.  Só anda de pernoca de fora e pés descalços, um avanço para uma paulista que até outro dia só conhecia temperaturas até 20oC.
Nos outros dias, as vezes ficamos em casa com as outras gerações (vó e bisa), as vezes saimos, eu, ela e quem quiser.  Já fomos ao shopping e em breve iremos ao Bomfim, para a famosa benção.  Afinal, toda proteção é bem vinda não é mesmo?!?

sábado, 23 de julho de 2011

Bebê de primeira viagem

Primeira viagem do combo
Finalmente chegou a minha tão esperada viagam a Salvador.  Depois de dias passando frio, infernada dentro de um quarto com aquecedor, já não via a hora de chegar no calor da Bahia, cheirando a dendê e cerveja (sim, sempre tem gente bebendo cerveja na saída do aeroporto, independente da hora que você chegue – quem nunca notou, por favor note).  Estava um pouco preocupada com esta viagem, afinal, seria a primeira viagem da minha filhota e eu  sozinha, alone, by my self. Para me ajudar neste processo, segui a risca as dicas de uma grande amiga minha, que também tem um blog sobre o filhote dela.  Com tudo pronto e babysling a postos, lá fui eu para o aeroporto com meu neném.  Ela, para variar uma lady, foi quietinha, de olhão aberto, observando tudo que acontecia ao redor dela.  Modéstia a parte, TODO mundo parava para nos olhar passar (eu me sentindo o máximo, obvio), afinal, aqueles olhões azuis chamavam a atenção de todos!    Para passar no raio X, toda a equipe queria segurar minha filha no colo (êee se eles fossem simpaticos assim sempre, a vida seria tão mais fácil e as viagens tão mais rápidas!!) e se eu estivesse levando uma arma, ninguém ia perceber....   Antes de embarcar, dei o peito para ela em pleno aeroporto.  Fiquei amarradona no inicio, mas depois fiquei com medo de ter algum tarado por leite materno viajando, e fui para o cantinho... tanta coisa maluca que a gente escuta por aí, que na hora passa tudo pela cabeça da gente. É obvio que algumas coisas não podiam deixar de acontecer:  quando estavam finalizando o embarque, minha filha fez cocô.  Eu fiquei com tanto receio de trocá-la dentro do avião (a idéia de trocar um recém nascido naquele banheiro minúsculo me deixava horrorizada) que corri para o banheiro do aeroporto e troquei a fralda em tempo record, tadinha. Pelo menos, entrou pela primeira vez em um avião limpinha. No avião foi tudo as mil maravilhas.  Apesar dela não querer o peito nem chupeta na subida, ela ficou ótima toda viagem....  Precisei ir no banheiro e prontamente deixei minha pequena com minha colega de fila. Quando cheguei em SSA minha prima me disse que eu era doida de deixar minha filha com uma desconhecida, mas não consigo ver qual é o problema.  Ela não ia sumir com minha menina dentro de um avião não é mesmo?! Isso só acontece em filme com Judy Foster. Fiz meu xixi, e até consegui comer o sanduiche da TAM para matar a fome (eu comi um nugget no aeroporto e consegui sujar a cabeça careca da minha filha com molho barbecue, ai tive que deixar meus pedacinhos de frango de lado para lavar a cabeça da coitada).  Chegando em Salvador tudo foi só alegria.  Minha mãe estava parecendo uma criança recebendo um doce, só faltou entrar no saguão de embarque quando me viu.... (eu não, a neta).  Minha filha até agora não estranhou NADA.  Nem o avião, nem as pessoas (sim, porque desde o momento que ela chegou, ela passa de colo em colo), nem o berço, nem a casa...   Sim, ela observa tudo nos mínimos detalhes, e tenho certeza que ela sabe que está em um lugar diferente, mas tudo indica que está adorando a experiência.    Agora vai começar a fase de conhecer as pessoas.  Ontem já conheceu o priminho Lucas, de 3 anos, e ele ficou simplesmente alucinado por ela.  Era tanta exitação que até beijo na boca ela ganhou! Por ultimo, euzinha não tenho o que reclamar, a não ser a ausência de meu maridão.  Estar em casa cercada por minha familia com um calor de 28º graus é muito bom.  Acho que eu vou ficar um dias dentro de casa, só recebendo as pessoas, para depois começar a sair na rua, afinal, serão 20 dias para aproveitar!!!  Então, galera de Salvador, estamos na área!! Quem quiser fazer uma visitinha, é só ligar!!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Mãe babona

Quem pensa que ser mãe é fácil é porque ainda não tem filho. #prontofalei.   Nunca achei que eu ia ser aquela mãe babaca que acha que a filha é o máximo e que cada situação com o filho(a) passa a ser uma novela.  Uma amiga minha me disse certa vez que a primeira coisa que a gente aprende ao ser mãe é parar de dizer nunca.  Tudo que você achava que nunca ia fazer quando tivesse filho, você se pega fazendo sem ao menos perceber.
Minha primeira prova de fogo foi ontem no pediatra.  Como já relatei aqui em algum post passado, estava doida para furar a orelha de minha filha.  Fora o fato de confundirem minha pequena com um menino (não sei porque isso me irritava tanto e eu já estava a ponto de partir para a agressão em alguns casos…), eu sempre achei lindo bebê com brinco, e com minha filha não ia ser diferente.  O pediatra havia me pedido para esperar pelo menos 2 meses de vida da criança, então passei o mês de julho com uma ansiedade sem fim… ficava paquerando o brinquinho horas……  Pois bem, a hora finalmente chegou. Nem por um segundo eu pensei como este brinco ia parar na orelha da minha filha, e qual seria o ritual para isso.. fui super feliz ao pediatra levando meu amado brinquinho.  Nesta mesma visita, minha filha também ia tomar as vacinas do 2o mês de vida (duas injeções) mas até ai eu ainda estava achando tudo normal.
Quando chegamos no andar da tortura (as vacinas e o furo da orelha eram dados em uma area separada, com certeza para não assustar as outras crianças…), minha filha estava numa calma que Deus deu a ela, e eu já comecei a ficar nervosa.  Pensava: “tadinha, mal sabe ela o que vai acontecer…” fui ficando com dó dela antes mesmo de começar o processo.  Quando eu vi, era eu que estava entrando em desespero e ficando morrendo de medo da picada.  A tia da vacina chegou toda simpática e disse:  vamos furar a orelha primeiro, porque depois da vacina ela vai ser difícil furar...como assim?!?!?!?!?! O que ia acontecer com meu bebê??? O desespero foi aumentando.  A gota d’água foi quando a tia foi furar a orelha, e disse que não ia pegar no neném porque estava com as mãos frias, ou seja, era eu quem tinha que segurar a criança para que ela fizesse o serviço.  Não preciso nem dizer que amarelei.  TOTAL.  Pedi ao meu marido para que assumisse seu papel de pai e sai correndo da sala, tremendo e chorando… foi simplesmente desesperador ver minha bebê deitadinha na cama, toda linda, sabendo que ela ia sofrer nos segundos seguintes!!! 
Meus olhos azuis e meus brinquinhos....
Eu só voltei para a sala depois que o furo e as vacinas já haviam sido dadas…. e para a minha surpresa, minha filhota já estava sem chorar e LINDA de brinquinho.   Tudo bem que na hora pensei que o brinco tinha ficado muito grande, mas confesso que achei o máximo. Meu marido disse que ela chorou na hora da vacina, e que no furo, ela se assustou muito mais do que sofreu.
Que bom... pra variar, minha filha sempre uma lady! Após este episódio, não canso de beijar e abraçar minha filhota… acho que é um orgulho misturado com culpa por ela ter passado por este desafio tão bem, e eu nem tanto…
O resultado não poderia ser melhor:  minha filha vacinada e pronta para curtir seu 3o mês de vida, lindíssima com seus brincos de ouro e eu, feliz por aceitar ser uma típica mãe babona e babaca, lambendo eternamente sua cria!!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Here comes de sun...

Antes de mais nada, desculpem pela demora deste post.  No inicio desta semana, meu celular foi roubado e eu fiquei completamente perdida….  Não só pelo valor material em si (ainda nem paguei a primeira parcela - estou fazendo um trabalho psicológico de desapego) mas principalmente por todas as minhas informações que estavam ali dentro, incluindo fotos da minha pequena.  Mas, c’est la vie.  Espero que o ladrão entre para a estatística dos acidentados por explosões de celular sem motivo (vou incluir no meu trabalho psicológico o perdão alheio, mas acho que ainda não sou tão evoluída assim).
Enfim, vamos falar de coisa boa.  Esta semana o sol finalmente resolveu sorrir para os paulistanos e o tempo esquentou de novo…  Vocês não fazem idéia da felicidade que tomou conta de mim.  Quando meu marido me ligou para dizer que estava sol na rua (ele sai antes que eu acorde…) prontamente arrumei minha filha no bebê conforto e fui dar um passeio na pracinha com minha amiga.  Fora o lance do celular (foi nesta bendita pracinha), me senti o máximo passeando com minha filhota ao ar livre.  No dia seguinte, duas amigas minhas vieram me visitar e fomos almoçar em um restaurante aqui perto. Lá fui eu de novo com minha pequena no carrinho…. No restaurante, ela foi a sensação ao ficar no bebê conforto em cima da mesa.  Estou 100% mãe coruja, achando o máximo os elogios que meu bebê recebe.  Êee orgulho bobo!!!  Sempre achei bacana ser elogiada (quem não acha?!) mas elogiar sua filha é ainda melhor… Como diz uma amiga minha, não existe sensação melhor do que, após todos os elogios, você pensar consigo mesma: ela é minha, ela é minha!!!!!! Você se sente a pessoa mais sortuda do mundo, como se tivesse comprado aquele presente que você queria a um tempão (olha o bem material de novo, humpf – vem desapego!!!)
No dia seguinte, passeamos pelo bairro para comprar presentes dos amigos de Salvador… Até voltas no quintal eu dei com minha filha, só para aproveitar o sol…  Enquanto eu dava voltas em circulos, ela ficava amarradona olhando tudo ao redor (e eu, prontamente ia explicando tudo: aqui é o varal, a máquina de lavar, etc, etc).  Se o frio deixa a gente com triste, com a sensação de que não dá para fazer nada com o bebê, o Sol traz com ele uma felicidade absurda, juntamente com a sensação de poder.  Agora quero sair a qualquer minuto com a pequena. 
Com este clima, estou empolgada para fazer qualquer coisa na rua.  Ontem fomos jantar na casa de uns amigos, com direito a carne de sol e pirão de aipim. Para este final de semana, tenho vários planos!  Que sensação boa, fazer planos de sair no final de semana!! Até me inscrevi em um curso no domingo a tarde toda!  Tudo bem que vai ser um desafio ficar a tarde toda com minha filha em um curso, mas meu marido vai comigo e eu tô empolgadissima para tentar, afinal é um curso que eu queria muito fazer. Minha mãe disse para que eu não abrisse mão das coisas que gosto, então, quem sou eu para desobedecer?!?!
Quem imaginou que com este clima melhorando eu ia desistir de ir a Salvador, está completamente enganado. Agora mais do que nunca eu quero ir e aproveitar o tempo bom com minha familia!!!  Podem ir se preparando amigos, porque vou querer sair o tempo todo, passear na orla e pracinhas!  Agora só falta o pediatra liberar o banho de mar!!!
Fotos tiradas de minha pequena durante o passeio no quintal!