terça-feira, 20 de setembro de 2011

Maria Preguiça


Eu já ouvi inúmeras pessoas me dizerem que só iam dormir quando morressem.  Que a vida era muito preciosa para que a perdessemos dormindo.  Sempre discordei.  De forma sutil, sempre achei idiotisse dizer que não precisávamos dormir… Além do corpo precisar descansar (a natureza quem disse isso, não eu), dormir quando se está com sono é uma das sensações mais gostosas que tem.  Se eu já tinha este sentimento antes de virar mãe, agora que minhas horas de sono estão regradas, dormir se tornou um privilégio.  Não estou falando em dormir algumas horas, e sim, dormir sem nenhuma preocupação com horários, fraldas, choros ou qualquer outra coisa que interrompa aquela relação íntima entre você e os travesseiros.
De novo a natureza é sábia e minha filha, aos 4 meses, já deu indícios que puxou a mim.  Meu marido sempre dormiu pouco e nunca se preocupou com isso.  As vezes, ficavamos o dia em casa, sem nenhum compromisso e mesmo assim ele acordava cedo. Acordar cedo para ficar sem fazer nada, na minha concepção é quase um crime. 
Nos primeiros dias de Carolina eu li o mapa astral dela e lá já dizia que ela seria boa de cama; e não deu outra.  Desde que nasceu ela já dormia direitinho, suas três horinhas inicialmente e depois foi conquistando mais tempo.  Hoje em dia, após uma boa última mamada, ela já dorme até 7h seguidas, conseguindo ficar mais de 8h sem mamar.  Sim, porque existe uma diferença entre a quantidade de horas dormidas com o tempo que a criança fica sem mamar.  Se ela mamar as 10h, mas só conseguir dormir meia noite, você infelizmente já perdeu duas horas de sono.. a contagem é pelas mamadas, querida.  Imagine você, então, o meu desespero nos primeiros dias para colocar essa menina para dormir depois do peito.  Cada minuto que ela ficava acordada me deixava doida, porque significava que eu ia ter menos tempo para dormir. No meu caso, que PRECISO dormir para ser feliz, isso significava um mau humor do tamanho de São Paulo.  Ninguém se safava….só a pequena, que não entendia nada mesmo. Tenho certeza que meu marido tinha vontade de me trancar  em um quartinho, igual a bicho.
Mas agora tudo mudou, graças a Deus e ao NAN. Além do leite materno, introduzi 30ml de leite em pó na última mamada da minha pequena, e agora consigo até ver televisão antes de dormir, sem culpa.  E ela não só dorme bem, como está pegando no sono rápido (pode ter a ver com a mudança da trilha sonora que venho cantando ultimamente)!   Na noite em si, eu ainda não consigo dormir a mesma quantidade de tempo que a neném, porque ainda acordo no meio da noite para confirmar que está tudo bem (já descobri que preocupação de mãe não muda com leite em pó), mas o bacana é que  minha filha dorme bem a noite E pela manhã também, o que me permite  descansar bem.  Hoje mesmo, ela dormiu 7h seguidas, acordou, mamou, brincamos um pouquinho e ela dormiu mais 5h.  Antes que perguntem, o medico disse que isso é normal, e que eu não devo acordá-la.  Uhuuuuuuuu.  Só me resta dormir de novo! 
Minha meta agora é que ela durma 8h seguidas, começando umas 22h, para já entrarmos no ritmo de quando eu voltar ao trabalho.   O pediatra já até me ensinou alguns macetes para facilitar, que eu conto depois.  Tudo bem que eu vou ter que parar com a paranoia de acordar de madrugada para checar na respiração da pequena, afinal, quero continuar indo a academia, e o único horário que vou ter é de manhã cedinho….
PS:  agora são 14h45 e a neném já está tirando o cochilo da tarde.  Eeee vida boa.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Continua Lindo...


Garota Carioca
O Rio de Janeiro realmente é o Rio de Janeiro.  Por mais que algumas pessoas queiram citar inúmeros defeitos da cidade (eu, inclusive!), toda vez que volto de lá, tenho a mesma sensação: ele continua lindo!  Esta viagem especificamente foi especial: foi a primeira vez de Carolina na cidade maravilhosa.  
Tudo começou com minha cunhada Xuxu, fazendo chantagem emocional para que eu passasse o aniversário de meu irmão no Rio, pois ele estava meio borocoxô de não ter ido a Salvador.  Decidimos então em fazer uma surpresa para ele, aproveitando que ele estava atolado de trabalho e nem desconfiava que a gente estava se falando.  Após horas de telefonemas e mensagens secretas via FaceBook, finalmente chegamos no Rio de mala, cuia, carrinho, bebê conforto, banheira inflável em formato de Pato e ah, sim, um neném de 4 meses.  Me senti a retirante mor, juro.  Basta falar que quase não conseguimos colocar tudo no carro. Xuxu deu a idéia de irmos no trabalho de meu irmão logo em seguida do aeroporto, para que ele já visse que a gente tinha chegado e não tivesse um troço ao chegar em casa e encontrar a luz acesa e gente andando.  A desculpa que ela deu foi que tinha esquecido a chave de casa e ele precisava emprestar a chave dele.  O bobão desceu puto da vida com a mulher (homem é realmente tudo igual) e só se deu conta de que a gente estava no carro quando abriu a porta deu de cara com Carolina (mesmo com um carrinho e inúmeras malas no banco da frente).  O bichinho começou a tremer e ficou todo nervoso, tadinho.  Neste momento, já tinha certeza que a viagem tinha valido a pena.  
Finalizadas as surpresas, o final de semana foi maravilhoso.  Carolina curtiu o colo dos dindos, titios e das irmãs como nunca. Alias, é muito bom eventos de familia assim, porque todo mundo quer dar colo para a nénem, e até chegar a vez dos pais, demoooora…. Meus bracinhos magros agradecem.
Fizemos de tudo no final de semena: passeios em feirinha (com direito a compras) farras em casa, farra na casa dos vizinhos (maravilhosos vizinhos diga-se de passagem:  basta pontuar que vizinho Antonio, toda vez que visita meu irmão leva comida ou uma caixa de ferramenta para consertar alguma coisa.  Quando eu estava lá, ele levou bacalhau ao forno com batatas e consertou a tampa da privada que estava quebrada), chopp nos bares cariocas (AMO!!! E sim, tomei meu primeiro choppinho seguindo a orientação de minha amiga Nanna Pretto.  Foi tudo bem…) e fechamos com chave de ouro com um jantar m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o de aniversário para meu irmão.
Carolina parecia que estava em casa.  Alias, foi a primeira vez que me hospedei na casa de meu irmão e amei de paixão.  Primeiro porque é engraçado pensar que meu irmão caçula agora tem mulher e uma casa só dele, e segundo, porque eles me deixaram tão confortáveis, que eu realmente me senti em casa.  Até os escândalos noturnos de Carolina eram compartihados por todos (sim, porque quando esta criança está com fome ou sono, ninguém segura.  Parece a mãe).  É verdade que na primeira noite que Carolzinha chorou horrores meu irmão ficou doido e a primeira frase dele para Xuxu foi: Rapaz, não estou preparado para ser pai não… faz o que quando a criança chora assim?!!?!?  Ha – ha – ha.  Já Xuxu, tirou de letra.  No final da viagem já estava dando leite na mamadeira, trocando fralda e colocando para dormir.  O mais engraçado é que ela é loira, branquinha e de olhos verdes, ou seja, Carolina parece ser mais filha dela do que minha!  Só de sacanagem, falei que quando Carolina crescesse, ia comprar um uniforme de babá para ela me acompanhar ao baixo Bebê, junto com os globais.
Acho que foi a primeira vez que me vi morando no Rio.   Tinha esquecido de como era bom ter as duas famílias ao redor, e principalmente, como foi bom para minha filha, ficar cercada não só pela minha família, como pela do pai também.  O convívio com as irmãs, os tios vai ser cada vez mais importante no dia a dia da minha pequena.
Quem sabe um dia?!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Nana Neném...


Minha Carol Simpson que daqui a pouco vai
cantar comigo!
Cantiga de roda é uma onda mesmo.  Logo que Carolina nasceu, uma amiga minha me deu de presente um CD de cantigas de roda personalizadas, ou seja, eles incluiam o nome de Carolina no meio das músicas, do tipo “… se essa rua fosse minha, eu mandava ladrilhar com pedrinhas de brilhantes só para ver Carol passar”.  Logo que comecei a ouvir achei lindo ver o nome da minha filha assim, até chegar na parte da Canoa que vira.  Quando começou a dizer que minha filha tinha sido a culpada por deixar a porcaria da canoa virar, e que só se eu fosse um peixinho eu tiraria minha filha do mar, me retei.  Como assim minha filha ia ficar no fundo do mar só porque eu não era um peixinho????  Por mais que a gente esteja super acostumada com a música, fica bizarro ouvir o nome da sua filha no fundo do mar.   Fora isso, o CD é muito legal.  Tem várias músicas das antigas, que eu não ouvia a um tempão e que me trouxeram várias recordações.
Como sempre gostei de música, uma das coisas que não podia deixar de ter no quartinho de Carol era um som.  Assim que ganhamos, tratei de comprar alguns CDs for babies (beatles, ganhamos Chico Buarque) e as irmãs de Carol deram a ela vários Cds de música clássica, de ninar, entre outros.  Um em particular me faz rir todas as vezes que coloco: é um Sing Along das clássicas cantigas de roda, ou seja, só instrumental, para você cantar em cima.  Tudo caminha bem até metade das músicas, quando eu descubro que não lembro mais de p. nenhuma.  Por exemplo, cai cai balão aqui na minha mão, não cai não… CAI AONDE??? Não consigo lembrar aonde cai o balão. Só sei que tem que rimar com ÃO, então canto cai na rua do sabão e vamo que vamo; Carol não vai saber mesmo.   Igual a essas tem várias.  O tal do sapo cururu, eu só consigo lembrar da versão pornográfica, porque fui aprender outro dia que existia uma tal de mulher do sapo fazendo alguma coisa para o casamento.
Música é uma das coisas que eu mais gosto. Para mim, tudo fica melhor com um fundo musical, e consequentemente, minha filha vai crescer neste ambiente.  Para compensar minha deficiência nas cantigas de roda, acabo cantando para ela músicas atuais e clássicas para mim, como Raul Seixas.  Minha vó outro dia ficou horrorizada quando me viu cantar Maluco Beleza, mas eu me sentia o máximo, porque sabia a letra toda!!!!  Sem contar que as cantigas são curtinhas, então ou você sabe várias, ou precisa ficar repetindo umas 5 vezes a mesma música.  Já as músicas normais não….  Por isso, eu estipulo normalmente um tema para a noite, tipo, hoje vou cantar Legião, aí canto só música da Legião Urbana (ela normalmente dorme no meio de Faroeste Cabloco ou Eduardo e Mônica), outro dia Raul, Nando Reis, etc.  Teve um dia que cantei até o hino nacional.  Mas cai na mesma armadilha de não saber o final.  A segunda parte é f. e inventar deve ser crime né?!
Se eu não levo jeito para as músicas de ninar, cada vez mais existem produtos que me ajudam.  Neste momento estou no meu quarto com a rádio NET ligada na estação KIDs, e estou maravilhada com a quantidade de músicas bacanas que passam, cantadas por artistas renomados como Elba Ramalho, Simone, Lucinha Lins e até a chata da Maria Rita.   No Iphone, tem vários aplicativos da Galinha Pintadinha que são muito legais, que Carol JÁ fica quietinha olhando….  Esse mundo de bebê / criança me encanta muito.  Adoro essas coisas infantis, hellokitty, cuticuti. Podem me chamar de infantilóide, mas não ligo.  Ainda bem que minha primeira filha foi menina….


quarta-feira, 31 de agosto de 2011

May the force be with you


Mari One Kenobi
Hoje resolvi fazer um post sobre uma reflexão que eu tive na madruga, então peço licença a todos por esta pequeno desvio no tema.
O bacana de você dar de mamar de madrugada sozinha com sua filhota é começar a refletir sobre coisas nunca antes pensadas, e ainda ficar surpresa com suas próprias conclusões.  Hoje de manhã quando contei ao meu marido sobre meus pensamentos, ele automaticamente disse que ia suspender as vitaminas que estou tomando porque estava  dando onda.  Vou deixar que vocês tirem suas próprias conclusões ok?!
Minha reflexão tem a ver com a saga StarWars. Eu conheci os filmes depois de velha, através do meu marido.  Como todo mundo, assisti primeiro os 3 últimos filmes (ganhei a trilogia de aniversário) e fiquei encantada com a saga de Luke, Princesa Lea, Han Solo (protagonistas dos filmes), e todos os robôs existentes.  Darth Vader me dava medo, e quando vi o making off (sempre achei que o melhor dos filmes é o making off) com o pessoal falando sobre os bastidores da cena do “luke, I am your father”, me arrepiei todinha. Depois de um tempo, assisti os outros três filmes, ou seja, os três primeiros, cronologicamente. E ai, tudo mudou… Para garantir, assisti de novo os 06 na sequência original, e fiquei pasma com uma nova realidade:  toda a história, de todos os filmes, se passa ao redor de Darth Vader.  Sim, a história de StarWars é a história do Darth Vader, ele é o protagonista de tudo, mesmo que a gente passe 3 filmes achando que ele é o vilão que quer levar todo mundo para o lado negro da força.  Desde que vi isso, passei a idolatrar George Lucas.  Meu Deus, que sacada!!!  Quantas vezes você analisa uma pessoa ou uma situação e depois que você desenrola toda a história, essa pessoa passa a ser uma protagonista ao invés de um coadjuvante???  Muitas vezes, você até menospreza alguém ou algo erroneamente, e depois se surpreende.  Grande filósofo George Lucas.  Será que a gente dá valor as pessoas corretamente?  Quem são os protagonistas e quem são os coadjuvantes das nossas vidas?  O que é ser protagonista da sua história?  Para mim, é ter a responsabilidade das escolhas.  É viver de acordo com as suas decisões, mesmo que as vezes elas te levem para o lado negro da força.  Sempre terão pessoas que te ajudarão a seguir pelo melhor caminho, assim como o famoso Mestre Yoda, mas a decisão vai caber sempre a você. E você vai ter que lidar com as consequências disso.  Para Darth Vader, foi o reencontro com os filhos seguido de morte, mas no fim ele salvou o império… isso é só filme….
Mudar este olhar muda suas atitudes eu acho.  Principalmente quando eu penso na educação da minha filha.  Seria muito mais fácil se eu conseguisse impor as minhas verdades e vontades… (tenham certeza que muitas vezes eu vou tentar, porque ninguém é de ferro).  Mas no fundo, no fundo, o papel dos pais tem que ser o de Obi One Kenobi, ou seja, de tutores e orientadores, para que a criança tenha sempre uma base sólida para tomar as decisões diárias da sua vida.  Que faça suas escolhas e assuma as responsabiliades sobre elas.  É claro que os pais precisam ter o bom senso de saber quando a criança começa a ter maturidade para conseguir distinguir o que é certo do errado (também não achem que eu surtei) o resto, vai depender dela…
Não estou dizendo que é fácil e tenho certeza que ainda vou ter altas brigas com Carolina tentando impor minhas vontades (assumo que tenho este defeito, adoro que seja feita a minha vontade), mas tomara que daqui para lá, a maturidade me dê mais tranquilidade, tolerância e paciência, sendo uma mãe melhor a cada dia!!!

Que a força esteja comigo e com vocês!!!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Vaca Profana


Muuuuuu
Estou começando uma campanha contra o aleitamento materno.  Brincadeira.  Mas que as vezes da vontade de fazer uma coisa assim, juro que dá.  Não que eu seja contra o aleitamento materno, mas estou ficando contra esta lavagem cerebral que a mídia está fazendo, deixando todas as mães desesperadas para conseguir amamentar o filho, como se fosse errado ou crime não conseguir.   Falo por mim mesma, antes que alguma chiita faça algum comentário me xingando.
Explico: minha filha está crescendo e com isso alguns comportamentos estão mudando.  Não só nela, como meu corpo também está mudando.   Desde o inicio da vidinha dela, Carolina mama tranquilamente, de 3h em 3h, como qualquer bebê normal.  De uns dias para cá (ela completou 3 meses no ultimo dia 18), ela simplesmente não está mamando direito no peito, na última mamada da noite (entre 22h e 23h).  No inicio achei que eram gases, já que bebê nesta idade tem bastante, mas depois fui descobrindo que ela estava esvaziando o peitão muito rápido, e ficava irritada assim que ele ficava vazio.  Quando eu digo muito rápido, falo em no máximo 5min, sendo que o médico falou que era para deixá-la no peito no mínimo 10min, ou seja, ela estava mamando metade do que deveria.  Junto a isso, eu não sentia o peito encher a noite como durante o dia e na madrugada e comecei a ficar preocupada se ela estava realmente se alimentando bem (tenho horror em pensar que minha filha pode ficar com fome), afinal, ela faz um escandalo tão grande que parece que eu estou beliscando a menina. 
Pois bem, à duas noites que eu estou dando um complemento de leite materno na mamadeira para ela.  Apesar de todos os medos de que ela fique viciada na mamadeira e deixe o peito, não tenho como não dizer que é uma maravilha, por dois motivos básicos:  1- ver a neném comendo e ficando feliz da vida em seguida, ao invés de chorar que nem doida não tem preço; 2 – Ela dorme 7h seguidas, garantido.  Tudo seria as mil maravilhas, se eu tivesse um estoque infinito de leite materno congelado, que conseguisse dar toda a noite e garantir uma boa noite de sono para ela e para mim.  Mas como dizia o filósofo Joseph Kimbler, “mas a vida, é uma caixinhas de surpresas”.  Hoje a média de consumo de minha filha em cada mamada é de 150ml e eu só consigo tirar por dia no máximo 100ml extra (as mamadas diurnas continuam normais), ou seja, preciso que ela mame pelo menos 50ml a noite + conseguir tirar leite TODA HORA, para conseguir fazer com que ela coma o suficiente a noite.  Para resumir: É de pirar o cabeção. Você passa a pensar como uma vaca, juro.   Eu passo o dia pensando em leite – peito – leite – peito – bombinha – leite – peito – bombinha.  A cada minuto que meu peito enche, eu fico querendo tirar com a bombinha, mas ao mesmo tempo fico com medo de tirar e ele não encher o suficiente para a próxima mamada,  A gente fica tão na nóia que tem que amamentar o tempo todo que a probabilidade de não conseguir produzir leite o suficiente para alimentar sua filha parece um crime.  Ontem, enquanto dava mamadeira para ela, quase tive uma crise de choro (mas consegui me recompor logo em seguida, para evitar a vergonha de meu marido).  E se realmente minha produção de leite estiver diminuindo? E se meu estoque de leite acabar (matematicamente falando, será nos próximos dias). E se minha filha acabar preferindo a mamadeira?    É realmente o fim do mundo????????  O fim do mundo para mim ou para minha filha?????  O que me parece é que quem sofre mesmo é a mãe.  A neném em si está amarradona, tomando seu leitinho mais facilmente, dormindo tranquila e de barriga cheia.  Qual é o crime nisso aí? Porque nós, mães, precisamos sofrer tanto? Por isso eu culpo a Globo e todas essas atrizes que tiveram (ou fingem que tiveram) um período de amamentação perfeito, e passam a idéia para o resto da população que todo mundo vai ser igual, fazendo com que você se sinta um monstro se não conseguir ter um peito lindo igual ao de Juliana Paes.  Já não basta a cultura da beleza, agora é a cultura do peitão.  
Para finalizar, quero deixar claro que AMO meu momento íntimo eu-minha filha-meu peitão, e vou insistir nisso até não ter mais jeito.  Quando a hora chegar, seja ela quando for, darei o leite que for preciso para ver minha filha crescer saudável. Resumindo:  acredito sim que leite materno é muito melhor do leite em pó, mas acredito mais ainda na tranquilidade mental minha e da minha filha #prontofalei.
PS:  Para os preocupados de plantão, já conversei com meus médicos a respeito disso e já estou fazendo tudo que eles mandam, este post é só um desabafo, para variar.

domingo, 21 de agosto de 2011

Cachaça não é água não


Não aguento mais ficar sem beber.  #prontofalei.  São 9 meses bebendo só um copo de qualquer coisa ou uma cerveja sem álcool e 3 meses na secura total. 
Para vocês entenderem minha situação pensem no seguinte: Quando está um calor de matar, e você está fazendo churrasco para seus amigos no espaço gourmet da sua casa (vulgo laje), o que você tem vontade de tomar?????  CERVEJA.  Não há outra bebida que funcione se não uma cervejinha bem gelada.  Ou se você vai jantar com seu maridão em um restaurante italiano, qual é a bebida de combina?  VINHO.  Agora tente pensar nestes programas bebendo suco ou refrigerante.  Dá para fazer, mas não é a mesma coisa. Pronto, essa aí sou eu.
O frio voltou para São Paulo e com isso, a necessidade de esquentar o corpo também.  Quando minha filha nasceu e estava aquela friaca horrorosa dia após dia, meu marido e minha mãe tomavam uma taça de vinho todo dia.  E eu?  Água e suco de laranja.  Nem refrigerante eu tomava para minha filha não ter gases.  Depois que o pediatra disse que nem sempre era a minha alimentação que daria gases na pequena, eu resolvi beber refri de vez em quando, só para saciar algumas vontades (afinal, se era para ter gases, que fosse por uma boa causa).
Eu, grávida, bebendo cerveja sem álcool
Quando as pessoas falam em gravidez e ter filho, poucas delas falam destes pequenos detalhes do dia a dia.  Uma pessoa como eu, que meus eventos sociais SEMPRE incluem alguma coisa com álcool, tem que fazer um esforço gigante para sair com os amigos e pedir uma água (não sou alcoolatra, antes que pensem. Sou uma adulta normal do século XXI, que vive num periodo que os programas sociais incluem sair com os amigos para tomar uma, independente do local.  E não seja hipócrita: você também é assim).  Eu sei que ter filho significa abrir mão de muita coisa, e faço isso porque sei que vale a pena, mas seria muita cara de pau dizer que eu não sinto falta das minhas farras.  Principalmente quando eu saio sozinha com meu marido e ele pede uma longneck e eu uma H2OH.  Aliás, os maridos deviam ser solidários e ficar sem beber juntamente com a esposa, nesse periodo crítico (ha-ha-ha).
O periodo de amamentação é um periodo complicado.  Gostoso, mas complicado.  É verdade que tem aquela cumplicidade sua e do bebê, na qual só você, mas ninguém está envolvido, mas até agora, posso afirmar que amamentar é o pilar da entrega de uma mãe.  Você muda toda a sua rotina para poder se adequar aos horários, muda a alimentação para não prejudicar a qualidade do leite, muda, muda, muda…. No final, é tanta mudança que você acaba esquecendo de como era sua vida antes disso.  Outro dia liguei para meu irmão e ele tinha acabado de acordar, mais ou menos meio dia.  Nossa que inveja positive eu fiquei.  Quando eu lembro que eu vivia fazendo isso, passava o dia dormindo e acordando…vendo TV o dia todo com meu marido.  Agora, nada dura mais do que 3 horas, aconteça o que acontecer.  E mesmo quando minha filha dorme 7 horas seguidas, eu ainda acordo no meio da noite para ver se está tudo bem.  Afinal, mãe é mãe.  
Acho que a grande sacada para não surtar é você tentar ao máximo adaptar a sua rotina com a do bebê. (porque, sejamos sinceras, aquelas mães que dizem que acham tudo isso maravilhoso e que não se incomodam nem um pouco é porque não possuem vida própria #prontofaleidenovo) Quer comer aquela moqueca de mainha?  Come só um pouquinho para ter o gostinho…. Ou então substitui por uma boa carne de sol com pure de aipim.  Quer sair para jantar? Leva o neném e amamenta no restaurante;  Quer ver o filme?  Amamenta vendo o filme.  Quer dormir? Ai não tem jeito, espera o neném dormir. Ou então, espera um momento que seu marido está fazendo alguma coisa acordado e pede para ele dar uma olhadinha no bebê para você (lembre-se trabalho em equipe, sempre!!).  Agora, já aquele brinde.. só daqui a alguns meses!!!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Projeto Mamãe Gostosa


À um tempinho que venho colocando no facebook o tag #mamaegostosa e todo mundo fica me perguntando que projeto é esse, então resolvi dedicar um post para essa explicação. 
Lá nos anos 90, quando eu ainda assistia aos episódios inéditos de Friends, sempre achava o máximo a Rachel, lindíssima, toda chique e arrumada, levando a Emma (sua filha bebê) para passear.  Achava maravilhoso essas mulheres super lindas levando os filhos na escola,e que não tinha cara de mãe; como se mãe tivesse sempre a cara acabada.  A verdade é que, quando você vira mãe, no primeiro momento você realmente passa a ter menos tempo (e menos saco também) para certas vaidades, e consequentemente, sua aparência não é mais a mesma. 
Desde o nascimento de Carolina, eu estava me esforçando o máximo para manter algumas rotinas básicas de beleza como unhas, cabelo, depilação e etc.  Estava indo muito bem obrigada, quando finalmente o calor chegou.  Com o calor, chegaram as blusinhas regatas, mais coladinhas e consequentemente, a IMENSA pança que eu adquiri na gravidez.  Na verdade, desde o nascimento da neném a barriga sempre existiu (juntamente com outros inchaços bizarros que não vem ao caso), mas eu disfarçava com blusas folgadinhas e com a minha calça de grávida que continuei usando.  Agora minha gente, f#%deu: não tem jeito de esconder a coitada com um calor de 30oC.   Então, para felicidade da nação, resolvi tomar vergonha na cara e iniciar um projeto de malhação, focando na charmosa Rachel, de Friends (chique, linda e mamãe), chamado mamãe gostosa. O projeto em si é simples, consiste em visitas periódicas à academia + 10 sessões de drenagem linfática para ajudar (na qual fiz a primeira hoje e AMEI). O difícil mesmo é manter o pique, já que quem me conhece sabe que eu sou a prega em pessoa.  O começo do projeto já foi fraco, porque acabei passando quase um mês em Salvador, sem malhar (apesar da minha academia ter filial em quase todas as cidades e eu ter levado meu travel pass).  Me escondi na desculpa de que estava sem carro e não tinha com quem deixar minha filha.
Agora que estou de volta pra casa,  resolvi acrescentar mais um objetivo no projeto:  Corrida de inverno Adidas – 2011 – 5km.   Sei que enlouqueci, porque este será um desafio e tanto, mas sempre achei tão fashion aquela galera que corre…. Todo mundo sempre super animado, correndo na chuva, no frio e ainda se sentindo super bem, que também quero ser assim.  Agora, para mim, o trabalho vai ser dobrado porque além de começar a correr (coisa que eu nunca fiz), vou ter que fazer um trabalho pesado de musculação para fortalecer os músculos do meu joelho bichado.  Mas vamo que vamo.  Estou empolgadíssima.
Pois bem, a partir de agora, eu não vou ter nem cara de não continuar com este projeto, uma vez que já estou me expondo online.  Só não vou colocar uma foto da minha pança aqui porque já seria atentado ao pudor (mas seria legal fazer um antes e depois J ).  
E para aqueles que devem estar pensando “mas este blog é sobre o bebê e não sobre os objetivos pessoais dela”, ai vai minha resposta: ficar uma mãe gostosa é na verdade em benefício da minha filha por dois motivos: 1 – ela vai adorar quando os coleguinhas me elogiarem quando eu for pegá-la na escolinha; 2 – mamãe feliz é igual a bebê feliz, correto?!
Enfim, vamos nessa!  Por favor, ao me encontrarem da próxima vez, me elogiem, afinal, todo atleta precisa de uma motivação a mais!!!