Então chegou o momento de ficar longe da minha filha. Em meados de janeiro, meu chefe querido me ofereceu uma excelente oportunidade: participar de um evento em Miami, Florida. Alem de ser um mega evento na minha área na qual eu teria a oportunidade de aprender muito com experts, seria minha primeira viagem internacional (entende-se para fora da America Latina) pela empresa. Nao preciso dizer que eu surtei de felicidade. Surtei pelo reconhecimento que tive, surtei pelo aprendizado que iria ter, surtei pelas compras que eu iria fazer.... Por mais que eu tivesse consciência que iria passar 4 dias fora, a euforia da viagem estava de certa forma escondendo todo o sentimento de saudade que eu estava prestes a experimentar....
Chegando o grande dia, me despedi de todos e dei um beijo especial na minha pequena, apesar dela não fazer idéia do que estava acontecendo. Tudo correu bem nas minhas primeiras horas de chegada: update no telefone com meu marido, fotos por email, tudo que eu tenho direito. Cheguei a noite, então estava tão cansada com a viagem que até consegui descansar e dormir sem pensar muito na saudade, afinal, ela estava cercada pela família e meu marido é sem sombra de dúvidas um excelente pai.
Tudo ia as mil maravilhas até o primeiro sms do meu marido com o update: a pequena foi a praia. Simplesmente não tenho palavras para descrever a cara que eu fiz ao ler o texto, mas consigo transcrever meus exatos pensamentos (por favor leiam gritando porque foi exatamente assim que soou na minha cabeça): QUEM MANDOU LEVAR A BEBÊ PRA PRAIA????????? No mesmo momento, uma série de perguntas começaram a povoar minha mente: ela estava de protetor? Usava a fralda correta? Estava com o chapeuzinho? Tinha sombreiro??? Após o momento mãe-protetora-retada-por-não-ter-sido-comunicada um outro sentimento, ainda mais forte, tomou conta de mim: minha fiiha foi a primeira vez a praia e eu não estava lá com ela. Eu não vi sua carinha quando encostou o pé na areia, ou se gostou do banho de mar o tanto que gostou do banho de piscina. Fiquei arrasada #prontofalei. Muita gente critica as mães que trabalham e afirmam que isso impacta diretamente na criação dos fillhos. Eu particularmente (e óbvio!) não acredito nisso e não vou entrar no mérito desse assunto, mas o que ninguém fala é o estado que a mãe fica em não poder estar o tempo todo ao lado da sua filha. Independente do trabalho, toda mãe quer estar presente em TODOS os momentos importantes da sua cria, e eu digo TODOS. Quando penso na quantidade de eventos que minha filha vai ter na vida, eu sinto um aperto no coracao.....
A verdade é que cada mulher sabe o que precisa. Eu, por exemplo, me sinto realizada profissionalmente por estar aqui em Miami estes dias,e com certeza, se eu não viesse, ia ficar arrasada também. Me conformei em saber que outros banhos de mar virão e eu estarei lá segurando e mergulhando com a minha filha. Então estou tentando fazer o seguinte: enquanto estou aqui, vou tentar aproveitar ao máximo esta oportunidade que recebi. Presto atenção redobrada em todas as palestras, faço contato com todo mundo que posso e vou me acabar no outlet. Quando voltar para casa, serei 100% maezona. Acho até que vou dormir no berço só para ficar mais perto de Carolina. De resto, vou rezar toda noite para que minha filha entenda que me esforço a cada minuto para ser a melhor mãe que eu puder, e que trabalhar faz parte da minha personalidade e de meus valores. Rezo para que ela entenda também que a cada momento que eu estiver fora, eu estou pensado nela e em mim, porque afinal, também sou filha de deus e isso não faz de mim uma pessoa ruim. E se toda essa reza não funcionar, vou entupir essa criança de presente das minhas viagens, para que ela fique feliz da vida quando eu voltar!!!!
Enviado via iPad
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Tchauzinho
Eu nunca tive paciência para aquelas mães que expoem seus filhos como marionetes. É só você chegar perto de uma criancinha, que a mãe já começa: filho, mostra pra a tia como o au-au faz!! Ai a criança prontamente faz: Au, Au! Todo feliz, crente que descobriu o Brasil. Porra, se a mãe pede para ele mostrar como o Au Au faz, o menino não vai fazer Miau, certo!? Enfim. Resta a tia aqui dar risadinha, falar que fofo e correr para o outro cômodo da sala para tomar uma cerveja. A natureza é tão sábia que ela dá pelo menos 1 dia de diferença entre as descobertas, para que as mães tenham tempo para contar para todo mundo, e lá ia eu, cerveja atrás de cerveja, bicho atrás de bicho!!
Bem, era assim que eu pensava até alguns meses atrás, quando minha pequena, aos pouquinhos, foi descobrindo os pés, as mãos, os brinquedinhos… Da noite para o dia, aprendeu a sentar sozinha, a falar dá dá dá (mamãe que é bom nada) e já está quase engatinhando.
A última dela foi aprender a dar tchau, ou seja, balancar a mãozinha quando a gente fala: tchau carol! Tudo começou quando a tia do berçário me disse: “olha, ela já dá tchauzinho. Não é para todo mundo, mas para mim ela dá”. Sim. E? Sai de lá retada. Como assim “para mim ela dá”?! Quem ela pensava que era? Se Carolina tivesse que escolher alguém para dar tchauzinho, seria eu, óbvio, e talvez o pai. Realmente essa galera do berçário me surpreende. Cheguei em casa e fui direto provar que eu estava certa: sentei a criança na cama e comecei a dar tchau que nem uma doida. Dei tchau de todos os jeitos: estabanado, de mão fechada, de mão aberta, de miss, tudo quanto é tipo (e sim, existem vários tipos de tchauzinho). Carolina ficou sentadinha, me olhando e dando risada. Tchau que era bom, nada.
Depois de quase uma hora de tentativas frustadas, ela me ignorou, comeu e tirou uma soneca. Minha vontade era acordar a menina só para continuar o treinamento intensivo. Nunca que eu ia voltar naquela escola sem saber como minha filha dava tchau! Quando ela acordou, resolvi fazer a última tentativa e eis que, como quem não quer nada, lá foi ela levantando a mãozinha… e…. TCHAU! Linda, sorrindo, como uma miss. Enquanto ela abanava a mãozinha, os dedinhos balançavam no ar aleatoriamente, como se estivessem aprendendo a se comportar com esse movimento estranho: simplesmente linda de morrer. Eu fiquei tão feliz, mas tão feliz, que fiz a criança dar tchau umas trocentas vezes só para garantir. Depois desse momento, finalmente entendi a tal mãe do au-au. A felicidade em ver sua filha desenvolver é tão grande, mas tão grande que você quer compartilhar com todo mundo! E dane-se aquela amiga sem filho que não tem paciência e prefere tomar cerveja: ela vai ter que assistir e no final vai ser obrigada a dizer que minha filha é linda.
O mais legal disso tudo é que ela está no começo dessa jornada, e ainda tem inúmeras descobertas pela frente.... por isso, podem ir se preparando, porque eu vou encher vocês de filmezinhos e no nosso próximo encontro, a primeira coisa que eu vou falar é: Carol, mostra pra a tia!? :)
domingo, 1 de janeiro de 2012
To my lovely Carolina
Querida Carolina,
É sua mãe. Tudo bom com você? Hoje é o primeiro dia de seu novo ano e eu achei por bem te fazer um resumo do que aconteceu neste ano que passou (já que você estava mais preocupada com a quantidade de leite existente no planeta do que qualquer outra coisa).
Vou tentar ser rápida e sucinta. Você nasceu em São Paulo, num frio lascado, ao contrário de seus pais. Você vai crescer sendo chamada de baiana e carioca, e peço que, por favor, não estranhe. Apesar da nossa família hoje morar em São Paulo e amar de paixão essa cidade, nossas raízes estão sempre voltadas para as praias cariocas e a alegria baiana. Por isso, filha, vamos tentar passar para você o melhor das três cidades…. E de quebra vamos nos esforçar para que você não fale “meu”.
Depois que você chegou, o mundo passou a correr em uma velocidade assustadora. Um dia você era um ser pequenininho, molenga que só tinha nariz, e depois de pouco tempo, seus olhos já ficaram azuis, suas bochechas cresceram e você se tornou a bebê mais linda desse mundo (modéstia a parte).
Neste ano que passou, você já viajou de avião 8 vezes. Já foi duas vezes para Salvador e duas para o Rio, conhecer seus familiares e amigos. Não preciso dizer que foi uma farra só. Cada dia era uma pessoa diferente querendo te conhecer, e 24h foi pouco para conseguirmos cumprir uma agenda de visitas concorridíssima. Você se tornou a sensação das duas famílias. A sua evolução aérea também foi visível. Nos primeiros vôos você só dormia (o que papai e mamãe agradecem), porém neste último já quis brincar o vôo todo e nos deu uma baita canseira!!
Em 2011, você aprendeu a sentar, emitir sons que só você sabe o que significa e a comer frutas diversas. Adora banana, maçã e pêra, e estou suando para fazer com que você goste de comer papinha salgada. Mudou do leite materno para o leite em pó sem problemas, e aprendeu a beber água, o que me faz rir toda a vez… é uma onda conhecer alguém que nunca tinha bebido água antes…isso é uma das coisas que a gente sempre acha que nasceu sabendo… pois é filha, minha vida com você agora é vivendo e aprendendo a cada dia.
Seu primeiro Natal e Réveillon foram fantásticos, se assim posso dizer. No Natal, você acabou dormindo cedo, deixando seus pais e família na farra até as 4 da manhã. Já no Réveillon foram outros quinhentos: você foi para uma festa em Copacabana, com direito a fogos e tudo. Ficou dançando com a gente até 3 da manhã e nem se assustou com o barulho dos fogos. Eu, por outro lado, abri mão de assisti-los para ficar ao seu lado, te olhando e te desejando tudo de maravilhoso para este novo ano. Realmente foi especial.
Agora para o ano que vem, tenho algumas expectativas que tomo a liberdade de compartilhar com você. Por favor, não se sinta pressionada, até porque tenho certeza que tudo que eu disser será pouco, comparado a sua esperteza e a rapidez que você se desenvolve.
| É nóis no ano novo!! |
Primeiro pedido: fale logo “mamãe”. Não aguento de tanta ansiedade em te ver me chamando no meio de todo mundo…(eita orgulho!). Segundo: aprenda a andar com cautela. Não precisa ter pressa em sair correndo atrás de tudo… faça tudo no seu tempo, devagar, que você vai longe. Se ligue que moramos em uma casa com dois andares, então a escada é lugar proibido para você ok?! Terceiro: você vai começar a passar um tempo na casa de sua avó, seus tios e de sua dinda. Morando em cidades diferentes, você vai precisar desde cedo a dormir na casa de parentes, não só para poder conviver com eles, como também para que mamãe e papai possam ter um tempinho só para eles (afinal ninguém é de ferro). Saiba desde já que isso é normal, e não significa que a gente não te ame. Por último minha filha querida, meu maior pedido: mantenha esse seu excelente humor que Deus te deu. Continue rindo de tudo e para todos. Para mim Carolina, isso é o segredo para ser feliz.
De resto, a gente vai levando. Estaremos sempre ao seu lado, papai e eu, para o que você precisar. E para te mimar ainda mais, você está cercada de tios, tias, avós, avôs, irmãs que estarão sempre prontos para atender ao que você pedir…
Que você tenha um excelente 2012. Te amo minha linda.
Beijos,
Mamãe.
domingo, 11 de dezembro de 2011
O bichinho da gripe
Não sei se já contei aqui sobre o dia que eu achei que Carolina tinha parado de respirar. Ela tinha um pouco mais de um mês e eu e meu marido estavamos testando qual era o melhor horário para dar banho na criança, já que cada hora alguém falava uma coisa. Por conta do frio que estava fazendo na cidade, resolvemos testar pela primeira vez dar banho na pequena durante o dia, o que a fez relaxar como nunca.
Pois bem, quando fui pegar a neném para mamar, ela estava dormindo tão profundamente que eu achei que ela tinha morrido. Juro. Eu fiquei tão desesperada que simplesmente perdi a voz e não consegui chamar meu marido. Eu tentava gritar GUILHERME, e nada. Meu desespero era tão grande que eu não tinha coragem de tocar na criança e consequentemente não notei que ela respirava normalmente e se duvidar estava até rindo da minha cara. É óbvio que quando meu marido apareceu, ele me deu um esporro daqueles, não só por não ter identificado que a minha própria filha estava dormindo mas porque se realmente ela estivesse passando mal, eu tinha que estar preparada para tomar alguma providência. Chato. E com razão (tudo bem que depois que ele viu que eu chorava compulsivamente, ele se sentiu mal e veio me consolar da minha própria loucura). A verdade é que ainda vou passar por vários sufocos com a minha filha, e tenho que ter controle emocional para lidar com eles. Imagina se ela me aparece com catapora??? Ou se ela cair no chão?
Com a entrada de Carolina na escola, eu sabia que mais cedo ou mais tarde ela ia chegar com alguma novidade. No inicio, fiquei um pouco paranóica com o fato de minha pequena pegar qualquer tipo de doença, afinal ela ainda é tão pequenininha…. Mas não tem jeito, não existe ser mais doente do que criança. Em qualquer lugar que você vá, sempre tem uma fungando, espirrando ou tossindo, então era só mesmo uma questão de tempo até minha filhota ser “batizada”.
A gripe chegou a 10 dias atrás. Depois de 1 mês na escolinha, ela pegou uma gripe daquelas, que não conseguia dormir de tão entupida. Tadinha… o pior era ver o desespero dela em não entender o que estava acontecendo, afinal, até pouco tempo atrás ela respirava e o ar entrava pelo nariz normalmente, como era que agora não estava funcionando?!?!? Ela ficava nervosa de lá, e eu nervosa de cá, doida para sugar com qualquer coisa aquele narizinho minúsculo só para dar uma aliviada…. A bichinha só conseguiu dormir lá para as 5h da manhã e deve ter sido pelo cansaço absurdo e não porque tinha melhorado.
No dia seguinte, ou melhor, poucas horas depois eu já liguei para o pediatra desesperada pedindo orientações. Aliás um parenteses para os pediatras. O pessoal deve amar muito o que faz porque aguentar mães histéricas e pitizentas deve ser a pior coisa nesse mundo (tudo bem que eu sou até comportada). Cá estava eu com uma filha gripada, ligando para ele como se minha filha estivesse morrendo. Tenha paciência!!! Mas ele foi super gentil comigo, me tranquilizou e me indicou um remédio para a criança. Santo homem. Só faltou recomendar um calmante para mim, mas, beleza. Eu li uma vez que o pediatra não é o médico da criança e sim da mãe. CERTEZA. Eu me arrumo toda para ir ao pediatra e fico toda nervosa quando entro no consultório, morrendo de medo de falar besteira e querendo agradar o tempo todo. Talvez meu subconsicente ache que com isso ele vai cuidar melhor de minha filha…. Mãe de primeira viagem é mesmo retardada. Fazer o que?
Passei o dia com Carolina em casa, fazendo nebulização de 3h em 3h e colocando soro a cada minuto. Acho que hidratei a criança por anos, tamanha foi a quantidade de soro que eu coloquei durante o dia.
Na noite seguinte, já com o remédio, Carolina dormiu bem melhor e já conseguiu colocar para fora alguma coisa pelo nariz. É muito engraçado presenciar isso. Ela faz uma cara de quem não está entendendo o que está acontecendo com o nariz, faz um pouquinho de força e pronto, alguma coisa sai. Mesmo assim ainda fica um tempinho irritada, porque é obvio que continua entupida... (quem dera se nessa idade a criança já soubesse assoar o nariz. Metade desses problemas já teriam sido resolvidos com um lenço).
Depois de 7 dias tomando remédio e lutando para fazer nebulização, ela ficou melhor. Colocar soro virou uma diversão (também ela não tem muita opção) e o clima da cidade deu uma melhorada. Eu, se querem saber, soube lidar muito bem com esta situação. Fiquei em casa com minha filha quando foi preciso, dei o remédio direitinho e fiz tudo que estava a meu alcance para que ela se sentisse melhor. Até eu ficar doente. Aliás, as mulheres, assim que virassem mães, podiam se tornar imunes a qualquer doença, para conseguir cuidar de todo mundo sem medo. Depois de cuidar da minha filha por 7 dias, tive que cuidar de mim….mas aí foi mais fácil, afinal, eu já consigo assoar o nariz!!
sábado, 19 de novembro de 2011
The Wedding of the Year
Casamento sempre é motivo de alegria: quando é do seu irmão mais novo então...
Eu estava ansiosa por este casamento a mais ou menos um ano. Quando meu irmão e minha cunhada decidiram que iriam se casar (leia-se fazer uma festa de casamento, porque eles já moravam juntos e para mim morar junto é casar #prontofalei) eu já comecei a pensar como seria a nossa participação nessa festa. Sim, nossa porque minha filha já teria nascido e minha vida já teria mudado completamente. Como seria a participação do meu bebê na festa? Ela teria tamanho para curtir alguma coisa? Eu ia conseguir aproveitar? Ela ainda estaria mamando no peito? Como eu ia usar um vestido com o peito cheio de leite? Eu ia caber em um vestido?
Meu irmão casou no inicio de novembro e Carolina já estava com quase 6 meses. O casamento se tornou um fim de semana de altas farras e risadas. Chegamos na sexta feira em Salvador (o melhor de morar em São Paulo é ver a cara dos paulistas quando eu digo que tenho que dar um pulinho ali na Bahia) e a programação já começou na própria sexta a noite. Apesar do casamento ser somente no sábado, a familia da noiva já tinha providenciado barris de chopp para começar a comemoração em grande estilo. Só para registrar: a familia da noiva é uma onda. Normalmente existe uma certa distância entre familias quando o assunto é casal, mas no caso dessa, todo mundo faz questão de se misturar…. É tanta gente bacana junta que até um simples almoço de domingo vira uma festa!!! Pois bem, o mais legal da sexta feira foi poder curtir com minha filha. Carolina, para variar, passava de colo em colo, sorrindo para todo mundo, dormindo de vez em quando, mas sempre, sempre alegre. Fez várias amizades e ficou com a gente até 1 da manhã. Na hora de dormir, ela estranhou um pouco o lugar e a agitação, mas nada que a impedisse que aproveitar.
No final de semana eu até tentei tomar um banho de piscina com ela: viajei toda equipada com mini biquini combinando com um chapeuzinho, protetor solar 90 KIDs, 28 fraldas de banho… e foi só ela colocar o pezinho na água para abrir o berreiro. E eu tive que deixar a máquina fotográfica de lado (sim a maquina já estava a postos para tirar lindas fotos de meu bebê sorrindo e brincando com a água….) e correr para acalmá-la. Sacanagem. Ter filha paulista dá nisso…. Cheia de não-me-toque. :)
| Carolina e noivo Dindão |
O casamento foi maravilhoso. Aconteceu em uma casa em Interlagos e nada, simplesmente nada deu errado. Minha cunhada estava maravilhosa parecendo uma noiva de revista, todo mundo estava lá, minha mãe arrasou em um vestido vermelho estilo só-faltam-as-castanholas e meu irmão, ahh meu irmão estava simplesmente lindo. Que eu sou doida por meu irmão todo mundo sabe, mas neste dia, ele estava um ele nervoso gaiato e sensível que era lindo de ver. Eu acho o máximo que meu irmão não é daquele tipo macho-não-choro-por-nada-mood. No casamento, ele brincou, chorou, sorriu e principalmente, transpareceu uma felicidade tão grande, que mesmo aqueles que não acompanham o casal de pertinho, tiveram certeza que eles foram feitos um para o outro.
A idéia inicial era que Carolina entrasse conosco na cerimônia (nós eramos padrinhos), porém, antes do inicio do casamento muita gente ficou ao redor dela (muitos dos convidados ainda não a conheciam) , ela ficou incomodada com a multidão e achei melhor poupá-la. No biggy. Ela ficou no cantinho com minha dinda a cerimônia toda, observando. Um parênteses para a roupinha dela: Ela estava com mini vestido de musselini roxo, com uma blusinha de cetim com manguinha puff, sapatinho branco com strass e um lacinho mini no topo da cabeca (único lugar que eu consegui prender qualquer coisa devido a falta de cabelo). Ou seja: UMA BONECA. Quando comprei este modelito me senti realmente dona de uma bonequinha, tamanha era minha exitação. Acho que eu mostrei a roupinha para mil pessoas antes mesmo de saber se ia dar na criança ou não. No final deu e ela ficou linda.
A festa foi um capitulo a parte. Com direito a banda cover dos beatles, um dj fantástico e uma quantidade surreal de prosseco, a gente se divertiu até 3h30 da manhã (quando eu fui rebocada por meu marido, mas a galera continuou até bem mais tarde). Carolina ficou na festa até mais ou menos meia noite, quando a colocamos para dormir. Como a festa era no mesmo lugar que estavamos hospedados, não tivemos muitos problemas (o maior problema que eu tive foi acertar a boca da criança ao pingar luftal a noite, após algumas taças a mais de prosseco).
O dia seguinte foi o famoso dia da ressaca. Como eu estava sem beber a quase um ano, minha ressaca foi potencializada por 50: a diferença maior foi a presença de um bebezinho que não sabe o que é cachaça e continua acordando as 6h da manhã. Mas eu e meu marido, com a ajuda de Márcia (lembram dela de posts passados?!) tiramos de letra.
Voltamos para casa felizes pelo final de semana maravilhoso. Carolina dormiu o voo todo de volta, como se estivesse recuperando as energias depois de tanta atenção que recebeu. Queria ter mais uns 15 irmãos para ter mais finais de semana iguais a este! Paulinha e Guio, desejamos a vocês toda a felicidade deste mundo.
sábado, 12 de novembro de 2011
Frutinhas
Chegou a hora de Carolina comer frutas. Uma das coisas mais bacanas de ter um bebê é poder acompanhar a primeira vez de um ser humano nas coisas mais simples. O primeiro espirro, a descoberta das mãos, a nova descoberta das mãos (sim, descobre uma e depois de dias decobre que tem outra igualzinha, viagem da porra), os pés (esses são juntos…), e por conta disso, eu estava louca para ver a reação da minha filhota ao experimentar pela primeira vez alguma coisa que não fosse peito ou mamadeira.
O medico nos falou que tinhamos que começar com mamão, banana, maçã e pera, três dias para cada fruta, sem inventar muita coisa. Cada dia Carolina deveria comer metade da fruta + um complemento de leite. OK, parecia super simples e eu estava animadíssima. Qual seria a reação de minha filha? Ela ia gostar de tudo ou ia odiar mamão como a mãe? Será que ela ia conseguir engolir tranquilamente algo sólido?!?!?! Preparei a máquina e peguei o potinho e colher colorida. Não sei porque cargas d’água eu começei com o mamão. Acho que pela pressão que o mamão tem em ajudar as pessoas a se aliviar, pensei que seria legal ter essa ajuda em momentos críticos…. Então lá fui eu amassar o mamão como se fosse a coisa mais fácil desse mundo. Começou a escorrer caldo de mamão por todo o lado e o mamão começou a sambar no pratinho. Fiquei desesperada em estar desperdiçando o mamão e depois não conseguir medir se minha filha tinha comido o suficiente ou não. Depois de 40 minutos amassando o mamão que ficou ok (pelo menos eu pensei que estava legal, mas quando guilherme viu, me esculhambou), sentei em frente a Carolina para iniciar a brincadeira. Na primeira colherada, ela olhou estranho, fez careta e engoliu…. Sucesso, pensei. Até ela colocar tudo para fora. Ok, deve ser assim mesmo. Lá se foi a segunda colherada… e. ela dessa vez botou para fora o mamão e o leite que tinha tomado 3h antes. PQP, agora deu merda. Se uma criança vomitou alguma coisa é porque não gostou não é? Como eu ia insistir no mamão depois dela ter passado mal? Era sacanagem com a pequena. Acabei dando a mamadeira de leite e pensei nos proximos passos.... só consegui pensar no facebook: com certeza alguem la dentro ia me ajudar. 15 minutos depois de postar minha frustada experiência com o mamão, recebi mais de 10 comentários de amigas dizendo que era normal isso ter acontecido, e que eu tinha que tentar com a banana primeiro que era mais docinha (essa vida online realmente é fantástica). Dito e certo. No dia seguinte, tentei com a banana e apesar das caretas e cuspes, Carolina comeu tudinho. Me senti feliz da vida. Minha filha tinha finalmente introduzido um elemento novo na sua vidinha, how cool is that?!?!? Depois da banana, vieram as peras e as maçãs, cada qual no seu dia certinho. Depois dos testes, minha filha já possui uma rotina que inclui frutinhas diariamente e já fica nervosa quando a gente demora com a colher. Eu agora estou ansiosissima para que ela experimente outras comidinhas. Como será com a papinha salgada?
Agora a pergunta que não quer calar: e o mamão?!!? Eu não sou besta nem nada, então fui dando as frutas de forma estratégica para que a vez do mamão ficasse para as professoras do berçário!!! Eu que não ia tentar dar essa fruta de novo e ver minha filha vomitando. Não era só o vomito que me incomodava mas o mamão nunca foi meu amigo. O cheiro, a testura, o gosto.. nunca gostei desse negócio. No dia seguinte da escolinha, recebo uma cartinha da professora com somente uma frase: Carolina não gostou do mamão.
He – He – He. Tal mãe, tal filha.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Carolina goes to work
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| Carol e as caixas |
A volta ao trabalho sempre é um dos períodos mais tensos para a mãe e a criança. Para a primeira, pela insegurança de deixar seu bebê nas mãos de estranhos, somado a uma carência descomunal que a gente nem sabia que existia. Já para criança, é o sinônimo de independência, de pessoas novas, experiências e novidades. Se for igual a minha Carolina, isso quer dizer: não tô nem aí que você voltou a trabalhar, quero mais é brincar.
A minha volta ao trabalho foi no mínimo tensa. Apesar de toda a minha empolgação em encontrar os colegas e me sentir útil de novo, comecei em uma nova área com uma nova equipe, que precisou 100% da minha atenção. Não da parte deles, diga-se de passagem, mas da minha em aprender e entender tudo que aconteceu nos últimos 5 meses, além de todos os novos conhecimentos necessários para o desafio que eu assumi. Se eu pudesse escolher estar em qualquer empresa / cargo agora, juro a vocês que não trocaria o meu por nenhum outro, porém quando você coloca uma criança recém nascida neste mesmo contexto, a coisa começa a complicar e você começa a se questioner se realmente vai dar conta. Honestamente, o estilo de vida bat-mãe-executiva é, sem dúvidas, mais difícil do que eu pensava.
Com o surto de catapora na escolinha de Carolina, eu e meu marido tivemos que nos virar nos 30 para conseguir manter a neném em casa, longe dos coleguinhas cataporentos. Isso resume-se a acordar de madrugada para ir trabalhar, conseguir sair a 16h da tarde para encontrar a neném, trabalhos home office, e quando não tiver outro jeito, BGW, ou seja Baby Goes to Work. Sim meus amigos, levei Carolina comigo para o trabalho. Juro que essa foi a última alternativa, apesar de todo mundo ficar doidinho para que isso acontecesse.
Pois bem, cheguei no trabalho cheia de tralha – carrinho, bebê conforto, brinquedos, sacolas e, claro, um bebê no colo. Enquanto todo mundo vinha ver, carregar e brincar com Carol, eu fiquei 100% tensa com medo de algum diretor chegar e me dar um “pito”(gíria de meu marido) por ter um bebê na empresa. Em quase cinco anos nunca tinha ouvido falar de um neném passar a tarde no escritório e passei o tempo todo esperando alguém falar que era coisa de baiano. Eu até pensei em fazer um crachá para ela, para tentar amenizar a situação, mas não aceitaram. Não entendi o porquê. J Carolina está na fase de resmungar e emitir sons que só ela entende, e a cada gritinho ou som que ela fazia, eu corria e falava “shiii filha”, enquanto meus colegas riam e falavam “ai que bonitinho”. Ou seja, moral zero. Quando o diretor chegou no andar, minha filha estava circulando nos braços de sei lá quem, ou seja, já tinha tomado conta de todo o andar. E no momento que eu pensei que vinha o tal pito, veio foi o diretor com minha filha no colo, brincando e falando para todo mundo que ele sim sabia carregar um bebê (ele tem uma filhinha de 10 meses). Para resumir, Carolina dominou a empresa no período que ficou por lá e se sentiu tão a vontade que fez seu cocô diário na minha mesa de trabalho. Faz parte.
Apesar da ida de Carolina ter sido uma farra para todos que estavam na empresa, eu passei a tarde toda tensa, preocupada com ela e com os outros. O medo dela chorar e atrapalhar alguém era tanto que eu não conseguia me concentrar direito no trabalho. Ao mesmo tempo, eu não consegui dar muita atenção a ela, porque tinha tanta coisa para fazer, que acabava deixando-a no bebê conforto brincando com a própria mão.
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| mamãe chegou!!! |
Com o passar dos dias, as coisas foram se arrumando e eu não precisei mais levar Carolina ao trabalho, apesar dos pedidos dos colegas. A insegurança diminuiu um pouquinho e a carência ficou mascarada pela empolgação do trabalho, porém a vida de bat-mãe-executiva não me deixa descansar um só minuto. A mente ainda não entendeu que não é para se perder em fotos da neném durante o trabalho nem para checar o blackberry enquanto ela está ao meu lado… O que eu posso afirmar é que, enquanto eu estou lidando com inúmeros sentimentos dúbios, minha filha descobriu o seu primeiro: a saudade. Toda vez que eu chego em casa, assim que ela me vê, abre um sorriso banguela tão grande que neste momento eu tenho certeza que eu sou a mulher mais sortuda desse mundo!!
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Correndo da Catapora
Quando uma família decide se coloca ou não seu filho em uma escolinha, o que mais se leva em consideração são as famosas doenças infantis. Assim que matricula, a mãe já pode comprar 50 vidros de Kwell para piolhos, 34 vidros de xarope expectorante e 24 caixinhas de Tylenol baby, só para garantir. No meu caso, eu não cheguei a comprar toda essa quantidade de remédios por mais hipocondríaca que eu seja, mas já estava psicologicamente preparada para Carolzinha pegar sua primeira gripe graças aos coleguinhas amiguinhos catarrentos.
| Catapora?! Prefiro a Julia... |
A verdade é que quando você vira mãe, você acha que tem que proteger sua filha de tudo e de todos. Saber que existe uma possibilidade de sua filha ficar doente, ou sofrer, automaticamente nos dá o direito de tomar qualquer atitude para protégé-la. Mas sera que devemos proteger nossos filhos de tudo realmente? Neste caso, como eles vão ganhar aticorpos para os desafios que a vida com certeza vai apresentar? Não me entendam mal, minh filha vai ficar de quarentena em casa até novembro (tenho um compromisso importantisso em Salvador em novembro e não vou correr o risco dela ficar doente até lá), mas por outro lado, não podemos deixar de viver usando a proteção como justificativa. Na escola ela estava evoluindo muito, se desenvolvendo e principalmente, interagindo com outras pessoas. Não vou abrir mão disso por medo que minha filha pegue piolho (se bem que piolho só daqui a alguns anos, porque ela é carequinha, carequinha). Em um grupo de crianças você sempre vai ouvir uma tosse de alguém. Mas também vai ouvir muita risada, histórias e brincadeiras. É isso que importa. Quero que minha filha cresca cercada de pessoas, mesmo que para isso, precise tomar um remédio de vez em quando.
sábado, 8 de outubro de 2011
Vovós
Esta semana, minha mãe e minha madrinha vieram nos visitar. Na verdade, elas vieram acompanhando um grupo da empresa de minha mãe (minha tia veio de estagiária) e ficaram aqui 4 dias. Para variar, foi um período regado de muita risada, conversa e compras!!! Um parênteses para destacar a capacidade das duas de comprar. A impressão que deu foi que as lojas desenvolveram produtos EXCLUSIVOS para elas, e que se não levassem seria uma afronta, para não dizer ofensa. Acabei cedendo e as acompanhei por algumas horas, resultado: não é que as lojas desenvolveram coisas para mim também?? Realmente a Oscar Freire e o Pari são surreais. Um, por sua beleza e qualidade, já a outra pela varidade e preço (me identifiquei bem mais com a Oscar Freire, mas meu bolso preferiu o Pari mil vezes). Para quem não conhece, o Pari é uma 25 de Março arrumadinha.
O principal dessa visita não foram as compras (por incrível que pareça!!), e sim a convivência de todos nós nestes quatro dias (sem esquecer meu maridinho). Durante a estada das garotas aqui, Carolina se esbaldou. Era colo o tempo todo, brincadeiras, músicas, tudo que ela tinha direito. As avós não a deixava quieta um só minuto, e toda risadinha ou som que ela emitia era motivo para os ahhhhhs e ohhhhs. Teve um dia que minha tia foi colocar Carolina para domir junto com ela na cama e ela ficou deitadinha, encostada no travesseiro e tudo, sem dar um pio, observando minha tia cantar… No caso de minha mãe, acho que Carolina já reconhece a voz dela. É só ela chegar dizendo "oi vovó!" que a neném abre um sorrisão banguela. E para aqueles que acham que não, que é só reflexo da criança, afirmo que ela faz isso TODA vez que minha mãe fala, sem exceção. O bacana é o ciuminho que rola entre as duas – minha mãe e minha tia. Pela proximidade que eu tenho com minha tia, chamo ela de vó de Carolina também, afinal ela é minha segunda mãe. Tinha horas que minha mãe ficava brincando “A avó sou eu, viu Carolina?!!? Essa aí é postiça!!!” e minha dinda, só para sacanear dizia: “ela não sabe quem é quem…” Vovó Aninha e Vovó Quequea, se eu deixar, vão estragar minha filha de tanta mimação.
Nesse tempo todo que elas ficaram aqui, eu fiquei pensando como seria a convivência de Carolina com a família no futuro. Será que iremos conseguir uma convivência digna de família? A única coisa que me vem na cabeça é quanto tempo ela vai ficar sem encontrar os tios, bisa, os avós, as irmãs… e que provavelmente vai crescer sem essa convivência diária. Será que ela vai estranhar no futuro? Se for assim, vai estranhar todo mundo?? Ou será que ela vai achar que as irmãs moram no computador??? Hoje, a maioria dos meus amigos vivem como eu, afastados de seus familiares, e com certeza criarão seus filhos na ponte aérea como Carolina. Por outro lado, Carolina está chegando em um mundo online, na qual tudo pode ser feito touchscreen. Como será a criação desta menina? Será que eu consigo ser iMãe?
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| Vovó Quequea, Carol e Vovó Aninha |
O que minha filha ganha ou perde nesta história? Sem dúvida o convívio com a familia é essencial e ajuda inclusive a moldar a pessoa que ela será um dia. Mas na loucura desse mundão, vamos ter que encontrar soluções para driblar essa distância, agregando para ela o melhor dos dois mundos. Eu, por exemplo, faço um videozinho todo dia das peripércias do bebê e mando para os familiares. Assim, espero que eles consigam acompanhar um pouquinho o desenvolvimento da minha pequena.
Agora já a saudade, só a Gol, TAM e Avianca ajudam. No ultimo dia de minha mãe e minha dinda aqui, levamos Carolina para a creche antes delas irem ao aeroporto. Na hora da saída, foi um chororô só…. Cheguei lá toda feliz apresentando minha mãe e minha tia a todo mundo da creche, para depois as duas ficarem parecendo as criancinhas da escola, chorando de se acabar. Como dizia meu pai, minha mãe chora quando alguém vai para Feira de Santana, quanto mais sabendo que ia ficar um mês sem ver Carol. Mas família, é isso. Aceitar as diferenças (eu não choraria se alguém fosse para Feira de Santana), as semelhanças (mas com certeza ainda vou chorar muito na escolinha) e procurar soluções para ficarmos juntos, sempre.
sábado, 1 de outubro de 2011
And Carolina goes to school...
E finalmente chegou o tão esperado dia: primeiro dia da minha filhota na escolinha. Antes que perguntem o porque de minha filha ir para a escola antes do meu inicio no trabalho, explico: A pedagoga da escolinha sugeriu que fizessemos um periodo de adaptação de mãe & filha, para que, quando eu voltasse a trabalhar, as duas já estivessem acostumadas com essa nova realidade. Reforço que foi sugestão da pedagoga e não minha, então nada de achar que eu quero me livrar da criança, ok!? Não vou negar que eu estava um pouco na expectativa para que esse dia chegasse logo. Acho que era uma mistura de medo e curiosidade para saber como eu ia me sentir e como minha filha ia se comportar. Na verdade, a ida para a escola já é o ponta pé inicial para a retomada da minha vidinha antiga (dada as suas devidas proporções), então de certo modo, isso me dá uma animação.
Pois bem, lá fomos nós para escola. O legal é que a escolinha é na esquina da minha casa, o que me permite ir a escola amamentar Carolina a cada três horas, mantendo a rotina de alimentação da pequena. Neste periodo de adaptação, Carolina vai ficar na escola a prestações, ou seja, no primeiro dia ficou só uma horinha, no segundo duas, e assim por diante….
Ao chegarmos na escola, fomos recepcionados pela pedagoga, que muito gentilmente me explicou mais uma vez todo o processo de adaptação, para me deixar o mais tranquila possivel. Confesso que cheguei super tranquila, sem maiores preocupações e apreensões, até o momento que a tia do berçario pegou minha filha no colo e saiu pelo corredor (ela vez isso super carinhosamente, mas aos olhos de uma mãe parecia o demônio) Nossa Senhora… qualquer depoimento que você escute sobre este momento é pinto, comparado com a sensação de ver sua filha sendo levada por uma desconhecida, assim, na sua frente. Meu coração apertou tanto, mais tanto, que suspeito que metade da minha energia foi embora ali, já que a noite eu estava acabada de não fazer nenhum esforço. Passado esse momento inicial, segui minha filhota até o berçario em si, para ver como ela ia se comportar, e posso dizer que ai sim, meu coração se acalmou um pouco. Acalmou porque logo vi a tia brincando com Carolzinha no solarium (uma varanda a céu aberto, cheia de brinquedo colorido que minha filha já começou a analisar com seus grandes olhos azuis), e vários outros bebezinhos, do tamanho dela, felizes da vida descobrindo alguns chocalhos.
Se eu me acalmei quando vi Carolina brincando no berçario, a própria estava a mil por hora. Olhava tudo, pegava tudo, parecia que estava analisando todos os detalhes para que no minuto que começasse a andar, já soubesse aonde iria pegar o que. Ficou no berçário com a tia sem nenhum problema e parecia que estava em casa (muito dada essa criança). Basta dizer que na hora de pegá-la, tive que esperar mais de 30 minutos, porque a pequena tinha dormido tranquilamente…
Após esta semana de adaptação, posso afirmar uma coisa: eu e meu marido fizemos a escolha certa: A tia (o nome dela é Nadjla, diga-se de passagem) fica com a minha filha o tempo todo, brincando, estimulando, colocando para dormir, enfim, dá uma atenção única e exclusiva para ela, muito mais do que eu conseguiria dar no dia a dia daqui de casa O único problema agora sou eu, que fico que nem uma barata tonta sozinha em casa. Apesar de ter uma porrada de coisa para fazer, ainda não consegui me organizar com tanto tempo livre! Acho que vou mandar meu currículo para a escolinha. Quem sabe não abre uma vaga no berçário?
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Maria Preguiça
Eu já ouvi inúmeras pessoas me dizerem que só iam dormir quando morressem. Que a vida era muito preciosa para que a perdessemos dormindo. Sempre discordei. De forma sutil, sempre achei idiotisse dizer que não precisávamos dormir… Além do corpo precisar descansar (a natureza quem disse isso, não eu), dormir quando se está com sono é uma das sensações mais gostosas que tem. Se eu já tinha este sentimento antes de virar mãe, agora que minhas horas de sono estão regradas, dormir se tornou um privilégio. Não estou falando em dormir algumas horas, e sim, dormir sem nenhuma preocupação com horários, fraldas, choros ou qualquer outra coisa que interrompa aquela relação íntima entre você e os travesseiros.
De novo a natureza é sábia e minha filha, aos 4 meses, já deu indícios que puxou a mim. Meu marido sempre dormiu pouco e nunca se preocupou com isso. As vezes, ficavamos o dia em casa, sem nenhum compromisso e mesmo assim ele acordava cedo. Acordar cedo para ficar sem fazer nada, na minha concepção é quase um crime.
Nos primeiros dias de Carolina eu li o mapa astral dela e lá já dizia que ela seria boa de cama; e não deu outra. Desde que nasceu ela já dormia direitinho, suas três horinhas inicialmente e depois foi conquistando mais tempo. Hoje em dia, após uma boa última mamada, ela já dorme até 7h seguidas, conseguindo ficar mais de 8h sem mamar. Sim, porque existe uma diferença entre a quantidade de horas dormidas com o tempo que a criança fica sem mamar. Se ela mamar as 10h, mas só conseguir dormir meia noite, você infelizmente já perdeu duas horas de sono.. a contagem é pelas mamadas, querida. Imagine você, então, o meu desespero nos primeiros dias para colocar essa menina para dormir depois do peito. Cada minuto que ela ficava acordada me deixava doida, porque significava que eu ia ter menos tempo para dormir. No meu caso, que PRECISO dormir para ser feliz, isso significava um mau humor do tamanho de São Paulo. Ninguém se safava….só a pequena, que não entendia nada mesmo. Tenho certeza que meu marido tinha vontade de me trancar em um quartinho, igual a bicho.
Mas agora tudo mudou, graças a Deus e ao NAN. Além do leite materno, introduzi 30ml de leite em pó na última mamada da minha pequena, e agora consigo até ver televisão antes de dormir, sem culpa. E ela não só dorme bem, como está pegando no sono rápido (pode ter a ver com a mudança da trilha sonora que venho cantando ultimamente)! Na noite em si, eu ainda não consigo dormir a mesma quantidade de tempo que a neném, porque ainda acordo no meio da noite para confirmar que está tudo bem (já descobri que preocupação de mãe não muda com leite em pó), mas o bacana é que minha filha dorme bem a noite E pela manhã também, o que me permite descansar bem. Hoje mesmo, ela dormiu 7h seguidas, acordou, mamou, brincamos um pouquinho e ela dormiu mais 5h. Antes que perguntem, o medico disse que isso é normal, e que eu não devo acordá-la. Uhuuuuuuuu. Só me resta dormir de novo! Minha meta agora é que ela durma 8h seguidas, começando umas 22h, para já entrarmos no ritmo de quando eu voltar ao trabalho. O pediatra já até me ensinou alguns macetes para facilitar, que eu conto depois. Tudo bem que eu vou ter que parar com a paranoia de acordar de madrugada para checar na respiração da pequena, afinal, quero continuar indo a academia, e o único horário que vou ter é de manhã cedinho….
PS: agora são 14h45 e a neném já está tirando o cochilo da tarde. Eeee vida boa.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Continua Lindo...
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| Garota Carioca |
O Rio de Janeiro realmente é o Rio de Janeiro. Por mais que algumas pessoas queiram citar inúmeros defeitos da cidade (eu, inclusive!), toda vez que volto de lá, tenho a mesma sensação: ele continua lindo! Esta viagem especificamente foi especial: foi a primeira vez de Carolina na cidade maravilhosa.
Tudo começou com minha cunhada Xuxu, fazendo chantagem emocional para que eu passasse o aniversário de meu irmão no Rio, pois ele estava meio borocoxô de não ter ido a Salvador. Decidimos então em fazer uma surpresa para ele, aproveitando que ele estava atolado de trabalho e nem desconfiava que a gente estava se falando. Após horas de telefonemas e mensagens secretas via FaceBook, finalmente chegamos no Rio de mala, cuia, carrinho, bebê conforto, banheira inflável em formato de Pato e ah, sim, um neném de 4 meses. Me senti a retirante mor, juro. Basta falar que quase não conseguimos colocar tudo no carro. Xuxu deu a idéia de irmos no trabalho de meu irmão logo em seguida do aeroporto, para que ele já visse que a gente tinha chegado e não tivesse um troço ao chegar em casa e encontrar a luz acesa e gente andando. A desculpa que ela deu foi que tinha esquecido a chave de casa e ele precisava emprestar a chave dele. O bobão desceu puto da vida com a mulher (homem é realmente tudo igual) e só se deu conta de que a gente estava no carro quando abriu a porta deu de cara com Carolina (mesmo com um carrinho e inúmeras malas no banco da frente). O bichinho começou a tremer e ficou todo nervoso, tadinho. Neste momento, já tinha certeza que a viagem tinha valido a pena.
Finalizadas as surpresas, o final de semana foi maravilhoso. Carolina curtiu o colo dos dindos, titios e das irmãs como nunca. Alias, é muito bom eventos de familia assim, porque todo mundo quer dar colo para a nénem, e até chegar a vez dos pais, demoooora…. Meus bracinhos magros agradecem.
Fizemos de tudo no final de semena: passeios em feirinha (com direito a compras) farras em casa, farra na casa dos vizinhos (maravilhosos vizinhos diga-se de passagem: basta pontuar que vizinho Antonio, toda vez que visita meu irmão leva comida ou uma caixa de ferramenta para consertar alguma coisa. Quando eu estava lá, ele levou bacalhau ao forno com batatas e consertou a tampa da privada que estava quebrada), chopp nos bares cariocas (AMO!!! E sim, tomei meu primeiro choppinho seguindo a orientação de minha amiga Nanna Pretto. Foi tudo bem…) e fechamos com chave de ouro com um jantar m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o de aniversário para meu irmão.
Carolina parecia que estava em casa. Alias, foi a primeira vez que me hospedei na casa de meu irmão e amei de paixão. Primeiro porque é engraçado pensar que meu irmão caçula agora tem mulher e uma casa só dele, e segundo, porque eles me deixaram tão confortáveis, que eu realmente me senti em casa. Até os escândalos noturnos de Carolina eram compartihados por todos (sim, porque quando esta criança está com fome ou sono, ninguém segura. Parece a mãe). É verdade que na primeira noite que Carolzinha chorou horrores meu irmão ficou doido e a primeira frase dele para Xuxu foi: Rapaz, não estou preparado para ser pai não… faz o que quando a criança chora assim?!!?!? Ha – ha – ha. Já Xuxu, tirou de letra. No final da viagem já estava dando leite na mamadeira, trocando fralda e colocando para dormir. O mais engraçado é que ela é loira, branquinha e de olhos verdes, ou seja, Carolina parece ser mais filha dela do que minha! Só de sacanagem, falei que quando Carolina crescesse, ia comprar um uniforme de babá para ela me acompanhar ao baixo Bebê, junto com os globais.
Acho que foi a primeira vez que me vi morando no Rio. Tinha esquecido de como era bom ter as duas famílias ao redor, e principalmente, como foi bom para minha filha, ficar cercada não só pela minha família, como pela do pai também. O convívio com as irmãs, os tios vai ser cada vez mais importante no dia a dia da minha pequena.
Quem sabe um dia?!
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Nana Neném...
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| Minha Carol Simpson que daqui a pouco vai cantar comigo! |
Cantiga de roda é uma onda mesmo. Logo que Carolina nasceu, uma amiga minha me deu de presente um CD de cantigas de roda personalizadas, ou seja, eles incluiam o nome de Carolina no meio das músicas, do tipo “… se essa rua fosse minha, eu mandava ladrilhar com pedrinhas de brilhantes só para ver Carol passar”. Logo que comecei a ouvir achei lindo ver o nome da minha filha assim, até chegar na parte da Canoa que vira. Quando começou a dizer que minha filha tinha sido a culpada por deixar a porcaria da canoa virar, e que só se eu fosse um peixinho eu tiraria minha filha do mar, me retei. Como assim minha filha ia ficar no fundo do mar só porque eu não era um peixinho???? Por mais que a gente esteja super acostumada com a música, fica bizarro ouvir o nome da sua filha no fundo do mar. Fora isso, o CD é muito legal. Tem várias músicas das antigas, que eu não ouvia a um tempão e que me trouxeram várias recordações.
Música é uma das coisas que eu mais gosto.
Se eu não levo jeito para as músicas de ninar, cada vez mais existem produtos que me ajudam. Neste momento estou no meu quarto com a rádio NET ligada na estação KIDs, e estou maravilhada com a quantidade de músicas bacanas que passam, cantadas por artistas renomados
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
May the force be with you
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| Mari One Kenobi |
Hoje resolvi fazer um post sobre uma reflexão que eu tive na madruga, então peço licença a todos por esta pequeno desvio no tema.
O bacana de você dar de mamar de madrugada sozinha com sua filhota é começar a refletir sobre coisas nunca antes pensadas, e ainda ficar surpresa com suas próprias conclusões. Hoje de manhã quando contei ao meu marido sobre meus pensamentos, ele automaticamente disse que ia suspender as vitaminas que estou tomando porque estava dando onda. Vou deixar que vocês tirem suas próprias conclusões ok?!Minha reflexão tem a ver com a saga StarWars. Eu conheci os filmes depois de velha, através do meu marido.
Mudar este olhar muda suas atitudes eu acho. Principalmente quando eu penso na educação da minha filha. Seria muito mais fácil se eu conseguisse impor as minhas verdades e vontades… (tenham certeza que muitas vezes eu vou tentar, porque ninguém é de ferro). Mas no fundo, no fundo, o papel dos pais tem que ser o de Obi One Kenobi, ou seja, de tutores e orientadores, para que a criança tenha sempre uma base sólida para tomar as decisões diárias da sua vida. Que faça suas escolhas e assuma as responsabiliades sobre elas. É claro que os pais precisam ter o bom senso de saber quando a criança começa a ter maturidade para conseguir distinguir o que é certo do errado (também não achem que eu surtei) o resto, vai depender dela…
Não estou dizendo que é fácil e tenho certeza que ainda vou ter altas brigas com
Que a força esteja comigo e com vocês!!!
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Vaca Profana
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| Muuuuuu |
Estou começando uma campanha contra o aleitamento materno. Brincadeira. Mas que as vezes da vontade de fazer uma coisa assim, juro que dá. Não que eu seja contra o aleitamento materno, mas estou ficando contra esta lavagem cerebral que a mídia está fazendo, deixando todas as mães desesperadas para conseguir amamentar o filho, como se fosse errado ou crime não conseguir. Falo por mim mesma, antes que alguma chiita faça algum comentário me xingando.
Explico: minha filha está crescendo e com isso alguns comportamentos estão mudando. Não só nela, Pois bem, à duas noites que eu estou dando um complemento de leite materno na mamadeira para ela. Apesar de todos os medos de que ela fique viciada na mamadeira e deixe o peito, não tenho
PS:
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